A grandeza nossa de cada dia

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Vivem nos dizendo que os perfeccionistas são pessoas que sofrem mais do que o necessário e o tempo que se perde na construção de uma ideia, de uma tese ou de uma obra de arte poderia ser canalizado para coisas mais prazerosas como viver o hoje, por exemplo, sem pensar no amanhã. Entretanto, depois de apreciar as obras de Leonardo Da Vinci, de assistir a uma apresentação do Cirque Du Soleil, de visitar uma exposição de Rodin ou mesmo depois de assistir a um jogo de basquete onde a estrela é Michael Jordan, certamente, você muda de idéia.

Poucos sabem que os Beatles tocaram em casas noturnas de Hamburgo e outras cidades da Europa durante oito horas por noite, sete noites por semana em sete anos seguidos em troca de cama, comida e alguns míseros trocados antes de fazer sucesso. Poucos também sabem que Bil Gates aproveitou, durante sete anos consecutivos, o pouco intervalo de tempo livre do único computador que podia ser usado de graça na Universidade de Washington, entre três e seis da manhã, pelo desejo inequívoco de dominar a arte da programação de sistemas.

grandeza

Você sabe o que significa estudar e trabalhar durante cinco ou seis anos seguidos, com intervalo de descanso reduzido, mas com a certeza de que o conhecimento adquirido vai nos conduzir a futuro melhor. Crescer, evoluir, aprender e melhorar o padrão de vida custa caro, demanda sacrifício e consome a maior parte do nosso tempo. Além do mais, sucesso, referência e autoridade sobre determinado assunto exige também uma completa mudança de hábitos, disciplina, dedicação e persistência cujo preço nem sempre estamos dispostos a pagar para não perder os benefícios temporários do hoje.

De acordo com a filosofia prospectiva, desenvolvida por Gaston Berger, filósofo francês, “o futuro é a razão de ser do presente, portanto, o que é sofrido no futuro resulta das ações passadas e o que é desejado no futuro resulta das ações presentes.” Nesse sentido, o que lamentamos no passado é o futuro não realizado que havia nele. Assim sendo, em vez de lamentar o passado, comece a pensar no futuro. Melhor ainda, comece a construir o futuro. Lembre-se de Peter Drucker: “a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.”

Como é que se pode inventar o futuro? Comece por um dos 15 princípios de A Lei do Triunfo, estudados por Napoleon Hill, o que ele chamou de “o hábito de caminhar um quilômetro extra”. Significa fazer um pouco mais do que o seu salário remunera, ir além da recomendação do seu mestre, dedicar mais tempo do que o esperado por seus familiares e canalizar energia mais do que o suficiente para dominar o assunto, sem necessariamente esperar algo em troca. Com o tempo você atingirá o nível da maestria e será capaz de fazer a diferença em meio a tanta indiferença no mundo.

Assim como “é preciso crer para ver” também “é preciso ser para ter”, portanto, procure inverter a regra: trabalhe, pense, ame e dedique-se mais do que a média. Isso é fundamental para se conseguir mais e se viver melhor. Nenhuma pessoa de bom-senso vai admirá-lo pelo que você tem, mas pelo que você é capaz de produzir em benefício de si mesmo, da sua família e da sociedade. Como diria meu ex-professor, Ruy Santana, você já ouviu falar de Alexandre, “O Mínimo”? Seja grande nas suas ações e não apenas na sua ambição.

Para ser grande é necessário aspirar à grandeza, abandonar a mesmice e livrar-se da mediocridade. A grandeza exige o que há de melhor em cada um de nós e o que há de melhor em nós nunca será utilizado ao máximo sem o firme propósito de mudar radicalmente a nossa forma de pensar e agir.

Pense nisso e seja feliz!

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