A arte de planejar o futuro

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Fico feliz e um tanto decepcionado quando algumas pessoas me olham com cara de desdém toda vez que eu enfatizo a importância de planejar o futuro. Feliz pelo fato de saber que, apesar de a maioria ignorar o futuro, ainda existe uma parte preocupada com ele. Estatisticamente comprovado, menos de 3% das pessoas conseguem atingir metas e objetivos ao longo de uma vida inteira, quer seja, apenas aquelas que planejam e registram seus objetivos ou desejos mais profundos no papel. Quando digo isso, o semblante das pessoas muda visivelmente embora algumas ainda permaneçam céticas.

De fato, pouquíssimas pessoas mantêm o hábito de pensar e planejar o futuro, de forma estruturada. No mundo essencialmente dominado pela satisfação imediata das necessidades e pelo empobrecimento do afeto, viver o hoje sem a preocupação do amanhã parece absolutamente normal. Dessa forma, não é de se estranhar que mais de 60% dos brasileiros em idade economicamente ativa apostam regularmente em jogos de azar oficiais e extraoficiais na esperança de reverter o quadro financeiro desfavorável em que se encontram.

Você pode afirmar assertivamente que “o futuro a Deus pertence”, mas isso apenas justifica um hábito terrível que fragiliza o desenvolvimento pessoal e profissional de qualquer pessoa na face da Terra: o da procrastinação. Quando esse hábito é dominante no ser humano, o futuro fica comprometido, pois todas as iniciativas morrem perante o menor sinal de dificuldade.

planejar o futuro

Planejar o futuro é uma arte ao alcance de todos embora uma minoria consiga dominá-la na prática. Aspirar a um futuro promissor, feliz e saudável exige boa dose de disciplina e domínio absoluto de um princípio explorado e defendido por Napoleon Hill em seu fantástico livro A Lei do Triunfo, o “hábito de caminhar um quilômetro extra”, ou seja, fazer, praticar, pensar e se dedicar um pouco mais do que o seu salário promete remunerar.

Naturalmente, a idéia do planejamento não é nova. O conceito existe desde os antigos povos sumérios, resistiu ao Império Babilônico, aos egípcios e os efeitos da sua ausência foram experimentados na prática pelos líderes do antigo Império Romano e por Napoleão Bonaparte quando tentou invadir a Rússia.

O planejamento pessoal é mais antigo do que se imagina. Diz respeito ao fato de se saber viver alegremente com aquilo que se ganha e ainda de se ter a habilidade de guardar uma parte para as dificuldades advindas no período da velhice. Obviamente, você precisa de um pouco de ambição atrelada a metas e objetivos consistentes, além de ter claro em mente a resposta para as seguintes questões:

  • Qual é a sua missão de vida?
  • Qual é a sua visão de futuro da sociedade e de si mesmo?
  • Quais são os seus valores e virtudes mais importantes?
  • Quais são os seus sonhos e como poderá realizá-los?
  • O que é importante na sua vida e na sua carreira?
  • O que você precisa fazer na vida para se considerar realizado?
  • Você tem potencial empreendedor?
  • O que é mais importante para você: dinheiro ou qualidade de vida?

A missão diz respeito à sua vocação – o que você realmente gosta de fazer; a visão diz respeito ao seu futuro – o que você vai ser quando crescer, qual será o seu legado; os valores dizem respeito à formação do seu caráter.

Como eu já disse anteriormente, todos os seres humanos possuem características singulares e virtudes que outras pessoas nem imaginam, cada qual com seu talento e habilidades inconfundíveis. Entretanto, nada disso garante o bem-estar no futuro se não for utilizado com base em planos consistentes que transformem os seus desejos mais profundos em realidade.

Minha maior aspiração é me tornar uma referência em desenvolvimento de seres humanos, porém o simples desejo é apenas um insight. Transformar esse desejo em planos, metas e objetivos de curto, médio e longo prazo é o único caminho para alcançá-la na prática. Futuro e felicidade estão intimamente ligados e são conquistados aos poucos, meta por meta, objetivo por objetivo. Ao final, o que conta mesmo é o peso das coisas positivas realizadas na balança da vida.

Foram necessários 40 anos de vida e uma demissão para eu descobrir a verdadeira vocação. Isso me ajudou a construir uma visão e uma missão capaz de me permitir conciliar os interesses pessoais e profissionais, além da contribuição para o desenvolvimento da humanidade. Como acontece em todo processo de construção, as duas deverão sofrer evoluções ao longo da jornada, mas agora fazem mais sentido e me estimulam a cumprir a parte que me cabe na sociedade, além de projetar um futuro mais feliz e promissor.

A arte de planejar o futuro é algo que se aprende com a prática. Assim, o primeiro passo é eliminar definitivamente o hábito da procrastinação e parar de entregar a responsabilidade a Deus como se isso eliminasse a sua responsabilidade de melhorar a cada dia. O segundo passo é descobrir o que realmente te empurra para frente e, a partir daí, elaborar um plano efetivo de metas que deverão ser atingidas aos poucos em direção a um objetivo maior. O terceiro passo é entrar em ação e, de posse do plano, trabalhar arduamente para a sua realização. Lembre-se: “a sorte favorece os que são persistentes”.

Com relação ao futuro, lembre-se da máxima indiana: “O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo. O que for o teu desejo, assim será tua vontade. O que for a tua vontade, assim serão teus atos. O que forem teus atos, assim será teu destino.”

Pense nisso e seja feliz!

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