Balanço de Natal

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn

O fim do ano está próximo, mas este não é o meu balanço definitivo. É apenas uma reflexão sobre o que fiz e o que não fiz até o momento. O definitivo sai no início do ano, com a retrospectiva e as perspectivas para o próximo ano que são sempre promissoras.

Um balanço de natal é mais ou menos como um balanço financeiro ou patrimonial. O resultado final nada mais é do que o reflexo das suas ações e atitudes tomadas durante o ano. E assim como nos negócios, a vida pessoal produz resultados compatíveis com o seu nível de comprometimento.

Foi bom ou foi ruim? Depende do seu estado de espírito e do seu ponto de vista. No fim das contas sempre é bom, afinal, estamos vivos, saudáveis, felizes à nossa maneira e conseguimos chegar ao fim do ano com todas as contas em dia. Sobrevivemos ao cartão de crédito, às pressões do chefe, ao congestionamento no trânsito, ao reflexo impiedoso do espelho e ao peso na balança.

Poderia ter sido melhor? Claro que sim, mas o que foi feito para isso? Ao colocar todas as suas realizações no papel, você verá que muita coisa poderia ter sido feita, porém o desejo de procrastinar foi maior. Nossa mente adora empurrar as coisas com a barriga.

No meu caso, não há do que reclamar. Entre treinamentos in company, especialização e MBA, foram vinte e dois módulos, sem contar as palestras, mais de noventa artigos escritos para o público do meu site, revistas, jornais e outros sites que apreciam o meu trabalho. Foram três viagens internacionais.

balanco-de-natal

Por fim, ainda consegui a aprovação para a publicação do meu novo livro sobre empreendedorismo para jovens, escrito em parceria com um grande amigo de São Paulo. De quebra, ainda farei parte de um novo livro voltado para equipes de alto desempenho, escrito em coautoria com demais autores. Ufa!

Valeu a pena? O tempo dirá, mas tudo na vida vale a pena se a alma não é pequena, segundo Fernando Pessoa. Existe a pretensão de ganhar dinheiro? Sim, entretanto, isso não deve ser o mais importante. O que vale mesmo é a realização a contribuição. O resto é mera consequência.

Nesse sentido, cada segundo deve valer a pena. Ao olhar para trás, fica sempre a sensação de que algo está faltando ou deixou de ser realizado, portanto, costumo não fazer isso. Não há nada que possa ser resgatado. Prefiro olhar para frente, sob uma nova perspectiva, onde o futuro é promissor e depende de mim.

De uns tempos para cá, ainda que tardiamente, adotei a postura do realizador. É muito mais digna e entusiasta. Reconheço que às vezes eu exagero, penso demais, escrevo demais, me dedico demais. Preciso administrar melhor tudo isso para evitar o efeito colateral. O corpo cobra, a mente também.

Na época de Natal, quando a emoção atinge nossa consciência em cheio, lembramos que outro ano se foi e o tempo passou rápido demais. Na prática, existe aquela leve sensação de que poderia ter sido melhor.

Entre prós e contras, coisas boas e ruins, realizações e procrastinações, erros a certos, o que pesou mais? O que ainda precisa mudar? No fim das contas, o que pesa mesmo é a certeza de que fizemos pouco e ainda podemos fazer muito mais.

Pense nisso e seja feliz!

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn

Comente

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *