Onde foi parar a sua iniciativa?
Quando você era criança, iniciativa era praticamente o seu sobrenome. Acordava cedo, explorava, perguntava, inventava. Não tinha medo de testar, de tentar, de errar. Apenas seguia a curiosidade — aquela energia criativa que move o mundo.
Com o tempo vieram as comparações, a necessidade de aprovação, a competitividade, os filtros invisíveis do “pode ou não pode”. Sua iniciativa não desapareceu, mas foi diminuindo. O medo entrou. O perfeccionismo também. E, aos poucos, você passou a reagir mais do que agir.
Enquanto isso, o mundo ficou lotado de estímulos — redes sociais, conteúdos infinitos, notificações sem descanso. Uma avalanche de distrações que ocupa o tempo, anestesia a urgência e cria a ilusão de movimento.


E a iniciativa? Fica para depois. Mas há um problema: o mundo está mudando rápido demais para você viver no modo reativo.
Sem experimentar, questionar, propor, provocar, você corre o risco de apenas ser levado pela corrente. As oportunidades passam, porém, sem iniciativa, tudo parece obra do acaso — e não do seu esforço. Então, vale a reflexão:
- Onde foi parar a sua iniciativa?
- Por que você segue caminhando em círculos?
- Quantas ideias você engaveta por medo, perfeccionismo ou procrastinação?
- Quantos vídeos, posts e lives ainda precisa consumir antes de começar a produzir a sua própria história?
A boa notícia? Você não perdeu essa chama. Ela só ficou abafada.
Caminhos para reacender a sua iniciativa
1. Pare de andar em círculos — e trace um roteiro claro.
Iniciativa sem direção gera frustração. Planeje. Estruture. Comece pequeno. Teste hipóteses. Assuma uma causa. Inicie um projeto. Escreva. Compartilhe. O movimento cria clareza — não o contrário.
2. Dê permissão para pensar diferente.
Você não precisa ser um Jobs, Gates, Page, Wozniak ou Zuckerberg. Mas precisa permitir-se começar. A diferença real entre eles e a maioria não é talento nem dinheiro. É coragem de iniciar — e consistência para continuar.
3. Arrisque-se de forma inteligente.
Risco faz parte da equação. Investir tempo, vulnerabilidade e energia em algo que pode dar errado é desconfortável. Mas o desconforto também é sinal de expansão. Nem todo projeto vai prosperar, mas todo projeto ensina alguma coisa.
4. A regra de ouro: consistência > intensidade.
Vender é difícil. Escrever é difícil. Inovar é difícil. Mas nada supera o poder do trabalho consistente e regular. Faça um pouco todos os dias. Ajuste a rota. Evolua. E quando bater a dúvida, encare: geralmente quem está travando não é a tarefa — é o medo.
5. Entenda que iniciativa é um ativo profissional.
No mercado atual, iniciativa é mais rara do que habilidade técnica. É ela que diferencia executores de protagonistas, seguidores de líderes, profissionais comuns de talentos indispensáveis.
6. Atualize-se continuamente (e com propósito).
Aprenda, mas não apenas consuma. Escolha conteúdos que alimentem sua visão, fortaleçam sua mentalidade e ampliem sua capacidade de agir.
7. Transforme ideias em entregas — esse é o jogo real.
Ter boas ideias já não impressiona. Executá-las, sim. Prova de valor é ação — e não intenção.
8. Lembre-se: você já foi um iniciador. E ainda é.
A curiosidade continua aí. A criatividade também. Elas só precisam de espaço para respirar de novo.
Conclusão
Você não precisa esperar cada segunda-feira, novo ano ou aprovação externa para recomeçar. Começar hoje — ainda que pequeno — já altera sua rota.
Iniciativa é chama. Se você não a alimenta, ela apaga. Se você cuida dela, abre e ilumina novos caminhos.
Pense nisso, se permita iniciar novamente e aproveite, existe muita coisa boa para se fazer no mundo.
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