Qual e a sua missão no mundo?

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A MUDANÇA NO CONCEITO DE TRABALHO

É impossível acreditar que o ser humano seja fruto do acaso ou ainda que alguns nasceram para sofrer e outros para ser felizes. Você consegue imaginar algo parecido? Dois irmãos, nascidos do mesmo pai e da mesma mãe, um nasceu para se dar bem e o outro para se dar mal? É isso mesmo?

Esse pensamento é típico da Idade Média, mais ou menos até o século XIV, quando algumas seitas rebeldes e contrárias à Igreja Católica, começaram a quebrar a premissa bíblica do castigo associado ao trabalho e, embora fosse entendido como uma tarefa “penosa e humilhante”, deveria ser procurado como penitência para o “orgulho da carne”.

Durante o período do Renascimento, quando o homem deixou de ser um animal teórico para se tornar um sujeito ativo, constituinte e criador do mundo, as razões para trabalhar passaram a estar no próprio trabalho e não fora dele, por gosto pessoal, escolha ou afinidade.

Dessa forma, o trabalho, tal como era entendido, já não recaía somente sobre os escravos, portanto, era uma questão de opção, de aceitação ou até mesmo de predestinação, também para os homens livres.

Martinho Lutero, professor de teologia e líder da Reforma Protestante, foi quem desassociou esse conceito equivocado do trabalho ligado ao castigo, à tortura e à predestinação do ser humano.

Lutero entendeu o trabalho como a base e a chave da vida, portanto, a profissão passou a resultar de uma vocação, sendo o trabalho o caminho religioso para a salvação, ou seja, uma virtude.

De acordo com Max Weber, sociólogo alemão, autor do maravilhoso livro A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, Lutero desenvolveu o conceito de vocação – no sentido de uma tarefa de vida, de um campo definido a trabalhar – ao longo da primeira década de sua atividade como reformador.

Graças a Lutero, o sentido do trabalho, tal como desejamos hoje, deve ser algo que proporcione crescimento, desenvolvimento, contribuição e, acima de tudo, realização, embora poucas pessoas atinjam essa última etapa da pirâmide bem definida por Abraham Maslow, psicólogo norte-americano.

O QUE ISSO TEM A VER COM VOCÊ?

Conheço muita gente que se diz feliz fazendo coisas muito distantes da sua real natureza. Pessoas que sorriem durante o dia e choram durante a noite ao lembrar que, no dia seguinte, devem voltar a fazer algo detestável e sem sentido, pessoas para as quais segunda-feira é um martírio e sexta é pura alegria.

Durante minhas aulas, palestras e treinamentos, costumo brincar que se alguém levanta na segunda-feira de manhã, indignado e já pensando na sexta, é provável que esteja no lugar errado.

Alguns me olham desconfiados, outros meio indignados, porém a maioria começa a refletir sobre a sua real situação e volta para casa cabisbaixa, pensativa, disposta a mudar essa realidade.

O grande problema é que no dia seguinte você estará no mesmo lugar, convivendo com as mesmas caras, o mesmo chefe e os mesmos objetivos, a menos que você comece a reavaliar profundamente suas habilidades, características e virtudes que o levarão a produzir mudanças significativas no modo de pensar e agir.

O lado bom, depois de muita reflexão e alguns ajustes, é que poderá ocorrer no mesmo local onde você se encontra, sem necessariamente ter que mudar de emprego ou de profissão. Na prática, você pode ser um pouco ou bem mais feliz onde quiser.

Leva tempo para a gente descobrir o quanto somos ricos. A opção pelo sofrimento tem a ver com a nossa origem, a nossa criação, a nossa linguagem e a nossa própria história. Não é tão simples mudar uma realidade de muitos anos, assim, do dia para a noite, mas é possível.

QUAL É A SUA MISSÃO NO MUNDO?

De acordo com Ralph Waldo Emerson, autor e pensador norte-americano, um profundo conhecedor da alma humana,

“Todo homem tem sua própria vocação. O talento é a vocação. Há uma direção em que todo o espaço está aberto para ele. Ele tem faculdades que silenciosamente o atraem naquela direção em um esforço sem fim. Ele é como um navio em um rio; obstáculos vêm em sua direção de todos os lados, exceto um; daquele lado todos os obstáculos são retirados e ele desliza serenamente sobre um canal que se aprofunda, até um mar sem limites.”

Talvez você esteja se perguntando, todos os dias, ao chegar ao local de trabalho ou depois de uma discussão acalorada com o chefe: o que é que eu estou fazendo aqui?

Se isto for verdade, comece a traçar um plano definitivo para sair do marasmo e dar uma guinada importante na vida, aquela que vai lhe proporcionar uma existência digna, rica e em consonância com os seus valores e virtudes.

Qual é a sua missão no mundo? Qual é o seu lugar no mundo? Qual é a única coisa que você deveria fazer de modo que as demais coisas se tornassem menos importantes ou desnecessárias?

Eu faço essa pergunta todos os dias, quando levanto e quando me deito, a fim de não perder de vista a minha missão:

“Inspirar pessoas, transformar ideias em negócios e gerar prosperidade para o maior número de pessoas possível, por meio de bons exemplos, disciplina, otimismo e consideração pelo próximo.”

Se você ainda não encontrou a verdadeira vocação, não se desespere, continue perseguindo a felicidade nas pequenas coisas e lute o tempo todo contra aquela voz interior pessimista que tenta dizimar suas esperanças de encontrar a profissão ideal e fazer do mundo um ambiente melhor.

As palavras de Robert Wong, autor do livro O Sucesso está no Equilíbrio, são bem apropriadas nesse sentido: todas as pessoas começam com um emprego, depois adotam uma profissão, em seguida perseguem uma carreira e com o tempo encontram a sua verdadeira vocação.

Por fim, uma minoria encontra a sua missão definitiva que a levará a uma vida plena de realizações. Encontrar uma missão é uma sequência de perdas e ganhos, erros e acertos, escolhas e consequências, ou seja, um longo e constante processo de aprendizado.

ONDE VOCÊ ESTÁ E PARA ONDE VOCÊ QUER IR?

Como dizia Maslow, em sua Pirâmide da Hierarquia das Necessidades, nosso objetivo maior deve ser a autorrealização, portanto, de maneira simples e direta, nosso esforço deve ser canalizado para atingir o topo da pirâmide.

A maioria das pessoas que conheço já ultrapassou há muito tempo a segunda, a terceira ou até mesmo a quarta etapa, mas acaba enroscada por ali. O que falta para você avançar até o último estágio?

Você possui características singulares e virtudes que outras pessoas nem imaginam, cada qual com seu talento ou uma habilidade inconfundível. Além do mais, existe um mundo aberto a qualquer iniciativa que agregue valor à vida das pessoas, não importa se você é médico, professor, advogado, enfermeiro ou gari. O importante é que você acrescente amor, paixão, alegria e determinação em todas as suas ações.

Lembrando Joseph Campbell, autor de O Poder do Mito: “A vida é uma grande escada corporativa. Depressão é quando você chega ao final e descobre que ela está encostada na parede errada.” Depois de 70 ou 80 anos mal vividos, sobra pouco tempo para o arrependimento e não é fácil dar a volta por cima.

O que você vai fazer nessa idade, ao olhar para trás e pensar que a vida poderia ter sido diferente? Chorar? Entrar em depressão? Recomeçar sem a mesma energia, sem a mesma vontade, sem o mesmo brilho nos olhos?

Uma verdade inconteste é que sempre há tempo de retomar o caminho e cultivar exemplos que deixarão seus filhos orgulhosos e comprometidos com o bem-estar da humanidade.

O que você vai ser quando você crescer? Como gostaria de ser lembrado daqui a 30 ou 40 anos? O que você ainda não fez e gostaria de ter feito para se sentir um pouco mais realizado? Eis aqui uma solução simples e direta:

“Seja íntegro, disciplinado, cultive o dom do relacionamento saudável, comprometa-se a crescer e aprender todos os dias da sua vida e não perca de vista seus objetivos. Você nunca sabe qual janela vai se abrir e de onde virá a próxima luz do sol.

Pense nisso e seja bem mais feliz!

Quer saber mais? Leia o artigo Sonhar é bom! Realizar é melhor!

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