Por que o dinheiro nunca é suficiente?

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A origem da falta de dinheiro

Esse artigo foi escrito há mais de treze anos, razão pela qual decidi revisitá-lo e dar a ele uma nova roupagem, de acordo com os tempos atuais. O fato é que, para a maioria das pessoas, quase nada mudou, exceto o fato de que ainda continuam sendo estimuladas a gastar mais do que conseguem ganhar.

Decorridos vinte anos do terceiro milênio, milhares de profissionais levantam da cama todos os dias e, contrários à sua vontade, seguem para o trabalho onde, na maioria dos casos, vão fazer o que não gostam, sorrir para quem não querem e ganhar menos do que poderiam.

Por outro lado, milhares também acordam e, contrários à sua vontade, correm para o celular ou o notebook mais próximo a fim de procurar emprego e conquistar a última vaga disponível, a qual, seguramente, existe porque alguém chegou à conclusão de que era melhor tentar um novo emprego ou ainda porque foi disponibilizado para o mercado involuntariamente.

O mundo corporativo é assim. Existe sempre alguém disposto a ocupar a sua vaga pela metade do seu salário, portanto, mudar de emprego nem sempre é a solução. A competição é feroz, um legítimo salve-se-quem-puder e, de preferência, que seja eu.

Reflita sobre os seus ganhos: sai dissídio, entra dissídio, sai chefe antigo, entra chefe novo, vem promoção, vem novo emprego, bônus e PLR e, mesmo assim, você continua ganhando menos do que gostaria.

Vinte anos se foram na mesma empresa e você não foi reconhecido. Muitos vieram de fora e você não foi promovido. Em termos absolutos, o seu salário triplicou nos últimos tempos e você continua sem dinheiro. Qual a razão para isso?

Artigo - Jerônimo Mendes

Não é o quanto você ganha, mas o que você faz com o que você ganha

É muito simples, mas antes permita que eu compartilhe uma história que aconteceu comigo há muito tempo. Certa vez tomei coragem e abordei o diretor da unidade onde eu trabalhava numa grande companhia. Eu tinha prestígio e era super benquisto pela direção, pelo menos acreditava nisso.

Na prática, eu estava literalmente quebrado, com o limite de crédito estourado em quatro bancos diferentes e todo mês rolando o limite de dois cartões de crédito, ou seja, vivendo no limite, então fui direto ao ponto:

– Grande chefe, estamos no plano real, o meu salário não sobe faz muito tempo, o dissídio foi pouco e não resolveu o meu problema. Eu preciso de um aumento, qualquer coisa me ajuda, 5% ou 10%, só pra ter uma folga. Tem como me ajudar?

Na época eu ganhava um ótimo salário, nada mau para quem saiu do interior, galgou a escada corporativa e, de emprego em emprego, foi melhorando. Sem demagogia, se comparado com os dias de hoje eu devia ganhar mais de vinte salários mínimos, impensável para alguém da minha idade. Contudo, para minha surpresa, ele foi mais direto ainda:

– Grande Jerônimo! Eu gosto muito de você e do seu trabalho, mas deixa eu te dizer uma coisa: esse negócio de aumento é besteira, vai por mim. Eu, por exemplo, ganho quase trinta mil por mês e não me sobra nada, juro. Por enquanto, só existe uma coisa que eu posso fazer por você: ajudá-lo com a rescisão e a multa do FGTS, você quer?

– Melhor não, chefe, acho que vou pensar um pouco e ver o que consigo fazer!

Naquele dia eu fui pra casa chorando. Quando cheguei em casa minha esposa olhou para mim e já sabia a resposta. Dois meses depois ele me chamou na sala e pediu que eu sentasse, então, ficou olhando para mim durante intermináveis trinta segundos e disparou:

– JM, eu falei com o pessoal da matriz e consegui uma reclassificação pra você; a partir do próximo mês você terá um aumento de 20% no salário, mas tem uma coisa, na semana que vem você vai me trazer todas as tuas dívidas mapeadas, os cartões de crédito e débito e nós dois vamos fazer um planejamento financeiro, assim você vai aprender a viver com o que ganha e muda essa sua cara-de-pau. E agora vá trabalhar!

Pense na minha alegria quando fui embora. De lá para cá eu prometi a mim mesmo que nunca mais pediria aumento de salário, mas faria de tudo para viver do salário e construir a minha própria renda. Ele não deixava de ter razão, pois o importante não é o quanto você ganha, mas como você gasta e administra a parte que lhe cabe.

Disciplina e Consciência Financeira

O maior erro que alguém pode cometer é não saber viver com o salário que recebe e, por conta do consumismo que a mídia incute diariamente na sua mente e na mente dos seus filhos, acaba levando uma vida de empréstimos e mais empréstimos e ainda faz do limite do banco a extensão do seu salário.

É necessário muito amor e equilíbrio para resolver o problema da falta de dinheiro em família. Na prática, o salário nunca será justo e suficiente para as necessidades ilimitadas do ser humano e você está sempre querendo mais, pois a despesa cresce na mesma proporção da sua receita.

Por outro lado, 5% de dissídio ou 10% de meritório não vão resolver a sua vida, portanto, greve, pressão, cara feia, conversa séria com o chefe e até mesmo um novo emprego não serão suficientes para amenizar a insatisfação se você não praticar uma virtude essencial para o sucesso na vida pessoal e profissional: disciplina e consciência financeira.

Sem disciplina e sem consciência financeira, não importa se você ganha salário mínimo ou dez mil reais por mês, você será eternamente infeliz. São duas virtudes não ensinadas na maioria das escolas, na minha época muito menos.

Por essas e outras razões é que testemunhamos diariamente na mídia pessoas sorridentes que ganham de um a três salários mínimos por mês e pessoas extremamente vazias e infelizes que ganham salários astronômicos que os primeiros não conseguiriam durante uma vida inteira de trabalho e mesmo assim são felizes.

Se o dinheiro for a sua única esperança de vida, você jamais a terá, dizia Henry Ford. A única segurança consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência. É simples assim!

Penso que a maneira mais fácil de conseguir aumento de salário é fazer algo diferente e produtivo, principalmente quando você constrói o próprio negócio e torna-se um empregador por excelência.

Não reclame do patrão nem do salário, pois é antiético, deselegante e, além de tudo, improdutivo. Você já viu alguém reclamar o tempo do chefe e do salário e ainda ganhar aumento?

Legal mesmo é caminhar um quilômetro extra, como dizia Napoleão Hill em seu maravilhoso best seller A Lei do Triunfo, e perseguir os sonhos de outra forma, com cabeça, coração e criatividade.

Há um provérbio iídiche que diz o seguinte: com dinheiro no bolso você é bonito, inteligente e sabe até cantar. Portanto, pense nisso, seja disciplinado, poupe mais, construa a renda ideal, sofra menos e seja feliz!

Quer saber mais? Leia o meu artigo Você ganha um bom salário!

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