Como fazer uma ótima transição de carreira

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O futuro não é mais como antigamente

Foi-se o tempo em que as pessoas eram admitidas e se aposentavam na mesma empresa depois de 30 ou 35 anos de bons serviços prestados. Essa é a história dos seus pais, dos seus tios e avós e de muitos outros conhecidos seus.

Hoje são raros os casos de pessoas com mais de 20, 30 ou até mesmo 10 anos na mesma empresa. Alguns são remanescentes da geração X, poucos da geração Y e outros são os donos das suas próprias empresas.

A forma como os diferentes tipos trabalhos são gerados já dura 250 anos, desde o advento da 1ª Revolução Industrial, entretanto, a forma como serão mantidos, desde o início deste século, vem mudando radicalmente e assim vai prosseguir de maneira acelerada durante os próximos dez anos.

Aliado a isso, a expectativa de vida das empresas reduziu drasticamente. Algo que durava em torno de 40 anos, segundo Arie de Geus, coautor do livro A Quinta Disciplina, não deve ultrapassar a 15 ou 20 anos com muita adaptação e otimismo.

Essa transição violenta do status quo, provocada pela evolução tecnológica, em todas as suas formas, vai determinar o futuro da sua profissão e da sua carreira, se ela resistir ao choque de cultura proporcionado pela 4ª Revolução Industrial.

O fato é que não dá mais para absorver o volume de informações despejado pela evolução do conhecimento que dobra a cada dois anos, segundo a Lei de Moore. A velocidade de geração das informações é muito superior à capacidade de absorção do ser humano.

O compartilhamento de informações, tão necessário para a manutenção do cargo e da carreira, cresce de maneira exponencial e, com ele, o processo de desenvolvimento de inovações, de comportamentos e de cultura, portanto, adaptar-se à nova realidade é a única certeza visível.

Nas palavras de Charles Darwin, sobreviver não é uma questão de ser o mais forte nem o mais inteligente, mas de adaptar-se para seguir vivo. Isso vale para os negócios, para as pessoas e para a sociedade em geral, portanto, vale para o seu futuro.

Por que você precisa pensar em transição de carreira?

Segundo Jeremy Rifkins, autor de O Fim dos Empregos, e Domenico De Masi, autor de O Ócio Criativo, o mundo perdeu em torno de 1 bilhão de empregos formais desde a década de 1990.

Gradualmente, posições outrora importantes nas organizações estão sendo substituídas por apps, cloud computing, data base, inteligência artificial, robôs e outras tecnologias ainda nem inventadas.

Queira ou não, goste ou não, o profissional do futuro vai ter que aprender a conversar, a lidar e a competir com robôs e com uma grande desvantagem: robôs não choram nem se estressam, não reclamam de horas extras nem entram na justiça para reivindicar direitos, e ainda são mais rápidos do que nós.

Além disso, temos um limite natural de resistência física e psicológica, o qual nos impede de seguir fazendo a mesma coisa durante a vida toda. Então, é mais do que natural essa necessidade de adaptar-se à uma nova forma de fazer as coisas.

Não é à toa que ex-jogadores se tornam técnicos esportivos, ex-líderes de empresas se tornam coaches, conselheiros e mentores e até mesmo empresários aposentados se associam a organizações, com e sem fins lucrativos, para seguir contribuindo de outra maneira e se manter ativos.

Quando você deve pensar em transição de carreira?

A transição de carreira é uma atividade relativamente nova. Na prática, é um processo que depende de uma boa gestão de carreira, entretanto, quantas pessoas você conhece e que estão preocupadas com isso?

Essa espécie de rito de passagem faz parte de uma série de escolhas bem planejadas, com objetivos e metas bem definidos, a menos que a transição de carreira ocorra de maneira inesperada como, por exemplo, uma demissão.

Ninguém está livre disso, mas ainda que a demissão seja inevitável, é possível pensar num plano B antes que ela ocorra. Demissão é um processo natural e, por vezes, inevitável, ao qual a maioria dos empregados será submetida, mais dia, menos dia, de maneira voluntária ou involuntária.

Portanto, você deve começar a pensar em transição de carreira…

Quando o trabalho não faz mais sentido: ocorre naturalmente quando você não tem mais tempo para a família, quando a atividade provoca mais tristezas do que alegrias, quando as perspectivas de crescimento desaparecem e quando você levanta na segunda já pensando sexta, ou seja, o trabalho perdeu o sentido.

Quando a profissão começa a dar sinais de um futuro incerto: muitas profissões não conseguirão acompanhar a evolução tecnológica e vão desaparecer, é simples assim, e ao desparecerem, a forma de se fazer o trabalho vai exigir novas habilidades para as quais talvez você não está preparado e nem possui mais ânimo para aprender.

Redução da força de trabalho formal: uma tendência mundial irreversível, profetizada por Domenico De Masi e Jeremy Rifkins, devido à crise em determinados setores, às mudanças estruturais em diferentes segmentos de mercado e à mudança na forma de contratação.

Exemplos: substituição de vigilância física por vigilância eletrônica, hotéis tradicionais X Air Bnb, Uber X táxis, locação de vídeo X Netflix, lojas físicas X lojas online etc.

Quando a idade avança: inevitavelmente, todos temos um limite para qualquer coisa na vida, a menos que você tenha descoberto algo tão maravilhoso pra fazer que ainda ninguém descobriu. Isso é possível, mas a natureza é a mesma para todos, portanto, envelhecer faz parte do processo de evolução do ser humano; o desafio é tentarmos envelhecer com sabedoria.

Quando o sonho antigo encontra uma oportunidade: acredite, é a melhor de todas as transições de carreira; apesar de tudo, você é capaz de empreender e trabalhar por conta própria, por projeto, por hora fazendo home office, car office, boat office etc. desde que você seja desapegado a certas regalias. Empreender é a mais antiga das atividades humanas e até onde se sabe, nunca deixou de ser uma opção disponível na face da Terra.

Como fazer uma ótima transição de carreira

O mundo proporciona um celeiro de oportunidades em diferentes segmentos de mercado, mas o fato é que isso precisa ser pensado com antecedência, afinal, como todo e qualquer negócio ou atividade, envolve escolhas e, por sua vez, riscos e consequências.

Transição de carreira saudável é aquela que proporciona uma vida financeira saudável, portanto, é necessário considerar vários aspectos:

1. Reservas financeiras: a felicidade é um fluxo de caixa positivo, já dizia Jeffrey Timmons, estudioso do empreendedorismo, portanto, você deve definir objetivos e traçar um plano consistente, o mais rápido possível, de quanto tempo e qual o valor necessários para manter o mesmo padrão de vida de quando você estava na ativa.

Aposentar-se ou iniciar algo novo sem reservas financeiras é o mesmo que iniciar uma nova corrida sem o devido preparo, algo que não recomendo para ninguém, além de ser arriscado.

2. Defina o que deseja fazer após a transição: pode ser algo relacionado com a própria atividade, se o futuro dela ainda tiver fôlego. Exemplo: executivos de finanças ou de engenharia podem seguir fazendo algo por conta própria: serviços de consultoria, coaching, mentoria etc.

O importante é manter uma renda extra, se manter ativo, não deixar de contribuir e ter em mente que a forma de trabalho é outra, na maioria das vezes sem benefícios ou regalias de qualquer natureza.

3. Contrate um bom Coach ou Mentor: aos vinte anos era difícil saber o que queríamos na vida, mas acredite, aos cinquenta ou sessenta anos torna-se mais difícil ainda uma vez que os modelos mentais estão arraigados, somos mais rígidos, temos menos energia e evitamos riscos (perdas) a qualquer custo.

 Um bom Coach ou Mentor vai ajuda-lo a clarear as ideias, a coloca-las no papel e a estruturar um bom plano de ação para que você possa, no mínimo, pensar a respeito e fazer as coisas da melhor forma possível.

4. Defina hábitos de vida saudáveis para a nova fase: não é porque você está bem de vida que vai relaxar, então, continue poupando e controlando as próprias finanças, faça exercícios regulares, visite amigos com frequência, leia bastante e viaje sempre que possível. Em suma, mantenha-se ativo.

Transicao

Conclusão

O processo de transição de carreira exige muito mais adaptação e renúncia do que força e inteligência, portanto, quanto mais lúcido, menor a dor. É só olhar para seus pais, tios e avós e ver como eles estão atualmente.

E como tudo na vida, transição requer novas escolhas, renúncias, paciência e desapego. É difícil abandonar o crachá com todos os benefícios que ele proporciona, mas é possível, a partir de uma perspectiva de vida mais otimista, ser bem mais feliz do que você imagina ser antes de conhecer a verdadeira liberdade.

Por fim, lembre-se: transição de carreira, como o próprio nome já diz, é um processo de redirecionamento de esforços para outro modo de vida, bem diferente daquele processo que você experimentou ao longo da sua carreira.

E você, já pensou em como vai ser a sua transição de carreira? O que você tem feito para amenizar esse processo da melhor forma possível? Deixe nos comentários a sua experiência para contribuir com os demais leitores do nosso site.

Quer saber mais sobre carreira? Leia o artigo Emprego ou Trabalho 

Quer saber mais a respeito de Coaching? Leia o artigo Coaching realmente funciona? 

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