A responsabilidade do líder

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Existe mais de oitenta milhões de links relacionados à palavra líder na Internet que alimentam um cabedal de idéias, concepções, concepções e as mais variadas opiniões a respeito dessa personalidade tão requisitada no mundo dos negócios, pressionada no mundo político e, por vezes, reverenciada na sociedade.

Assim, não é necessário tratar do conceito de líder nem dos seus anseios, características ou preocupações. Essa questão está saturada, mais do que batida, como se diz na gíria. Qualquer pessoa que tenha o mínimo interesse pelo assunto sabe as características da boa liderança na ponta da língua.

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Esse artigo trata de uma virtude indispensável para quem deseja assumir o desafio da liderança em qualquer segmento da sociedade e, principalmente, no mundo dos negócios: a responsabilidade. Antes de prosseguir, vale a pena refletir alguns pontos: você conhece alguém capaz de assumir publicamente a culpa por um negócio mal-sucedido, uma transação equivocada, um resultado não alcançado ou uma falha grotesca?

O verdadeiro líder assume a responsabilidade sobre seus atos. Os demais são esforçados, se dizem líderes, mas atribuem o péssimo desempenho ao governo, à economia, ao chefe, aos subordinados, aos outros, raramente a si mesmo. Alguns reconhecem o mau desempenho, porém o orgulho não deixa que assumam a tal responsabilidade. Eles não foram treinados para isso. A maioria é orientada desde cedo para resistir, negociar, transferir a culpa, mentir, se necessário. Dificilmente dão o braço a torcer, ainda que isso lhe custe o cargo ou a vida.

O líder efetivo vê a liderança como responsabilidade e não como um cargo ou privilégio, portanto, se as coisas não caminham conforme o planejado, o líder não sai pelos cantos procurando culpados, segundo James Hunter, autor de O Monge e o Executivo. Ele simplesmente assume a culpa e refaz o caminho, porém, para assumir a culpa e reiniciar a jornada, a condição de líder pressupõe outra virtude imprescindível: a transcendência.

Transcender significa ir além, colocar-se num nível superior, mover-se para frente ou para o alto, superar os próprios limites. De fato, para sair do lugar, basta dar um passo adiante, simples assim. A transcendência é o que diferencia líderes como Silvio Santos, Jack Welch, John Kennedy, Margareth Tatcher, Madre Teresa e Mahatma Gandhi, entre outros, dos demais líderes na face da Terra. Eles tiveram a capacidade de mudar a si mesmo primeiro, sempre que necessário.

Ser despojado, ter a habilidade de olhar para dentro de si mesmo, estar disposto a mudar, fazer a diferença no mundo, crescer com a equipe e defendê-la até o fim, reconstruí-la, se o mundo assim o exigir. De uma forma ou de outra, a solução dos problemas do mundo está nas mãos dos líderes.

A responsabilidade do líder está sobre o desempenho das empresas, o desenvolvimento das pessoas, a evolução da sociedade, a unidade familiar. Acima de tudo, eles são responsáveis pelo seu próprio desempenho, por sua situação real de vida, perante os subordinados e, principalmente, atos e resultados derivados desses atos. Se os resultados acontecem, ou não, a responsabilidade será sempre do líder. Ela não pode ser transferida, jamais.

Ao assumir compromissos, os lideres devem cumpri-los. Isso tem a ver com a dignidade pessoal, com o respeito por si mesmo e pelos outros. A liderança passa a ter sentido apenas quando o líder reconhece a verdadeira responsabilidade em termos de liderança.

Pense nisso e seja feliz!

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