A prova quádrupla

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A natureza humana é digna de tese, afirmava com frequência um antigo professor quando se dispunha a compartilhar algumas barbaridades testemunhadas ao longo dos seus trinta anos de docência e experiência no mundo corporativo.

De fato, não há como discordar, pois, apesar de tudo que ser humano evoluiu, a essência humana permanece adormecida no seu mundo interior, pronta para dar o bote ao menor sinal de desconforto. Quando acuado ou na tentativa de manter o poder, o ser humano, em geral, teatraliza e, por vezes, tiraniza, mas isso é outra história.

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Algumas pessoas são capazes de tudo para não perder as benesses que a vida proporciona. Outras são vitimas da própria cultura, da própria história pessoal e da própria linguagem, carregadas de vícios, preconcepções e prejulgamentos.

Reconheço que, apesar de já ter vivido metade do tempo que espero viver, a experiência não corrige certos vícios e, quando não toma cuidado, você acaba fazendo parte do mesmo saco onde se reúne a farinha da qual é composta muitos mortais: a farinha da hipocrisia.

A prova quádrupla existe há oitenta anos e foi concebida em 1932, por Herbert J. Taylor, empresário norte-americano e presidente do Rotary Internacional, embora tenha sido adotada oficialmente pelo órgão em 1943.   A filosofia de Taylor foi tão bem aceita e aplicada pelos funcionários na época que livrou a empresa da falência. Simples, verdadeira, deveria constranger a maioria dos políticos, mas não é tão forte quanto a dissimulação que toma conta do país.

Temos o direito de pensar, dizer e fazer aquilo que bem entendemos. É o chamado livre arbítrio, concedido a todos os seres humanos embora sejam poucos os que conseguem usá-lo com sabedoria. Obviamente, pagamos um preço pela intensidade das nossas ações. O universo não é tão condescendente assim.

Ao extrapolar, de maneira negativa, o ser humano faz juízo de valor, preconcebe, pratica injustiças, prejulga, maltrata. Ao fazer valer sua vontade, sem levar em conta a vontade alheia, o desequilíbrio de forças aparece e o descontentamento também.

Existem centenas de artigos e citações sobre a prova quádrupla na Internet, mas deixe-me compartilhar sob o meu ponto de vista. Recomendo internalizá-la com o tempo, pois, não a considero nem ciência nem arte, mas, uma filosofia prática de vida a ser adotada para o seu próprio bem e da humanidade.

Em relação a tudo que pensamos, dizemos ou fazemos:

1) É a verdade?

2) É justo para os interessados?

3) Criará boa vontade e melhores amizades?

4) Será benéfico para todos os interessados?

Depois de avaliar as questões, responda para si mesmo? Existe algo mais fácil do que isso? É necessário pensar a respeito para saber se vale a pena adotar? Em qualquer aspecto, isso regride o ser humano?

Em condições de igualdade, temos direitos e deveres. Uma posição social privilegiada não pressupõe condição de superioridade sobre os demais, portanto, o que pensamos, dizemos ou fazemos só faz sentido quando beneficia a humanidade por inteiro.

Qualquer avaliação diferente disso pode ser encarada como maldade, inveja, sacanagem, preconcepção, prejulgamento e falta de discernimento.

Pense nisso e seja feliz!

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