Porque as equipes fracassam

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De acordo com o Professor Dante Quadros, meu inestimável guru quando se trata de liderança, existem quatro tipos de agrupamentos nas empresas:

  • Bando, basicamente cada um por si, Deus por todos, ou seja, ninguém se entende e cada qual age à sua maneira;
  • Grupos, também conhecidos como forças de coalizão, concorrentes entre si, tais como os grupos do RH, do Comercial, do Financeiro, da Produção, do Marketing e assim por diante;
  • Equipes, formadas por profissionais bem intencionados que conseguem executar o trabalho melhor e de maneira mais rápida, além de fornecer uma sensação de valor, de união e de sentido a todos os que se relacionam com elas;
  • Times, verdadeiras orquestras que atuam em perfeita sintonia com a visão e a missão da organização, semelhante àquele formado pela “Família Scolari” que conquistou a Copa de 2002. Esses são simplesmente inesquecíveis.

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Nas empresas que valorizam as pessoas, a formação de equipes de alto nível significa um grande investimento em tempo, dinheiro e recursos, portanto, permitir que elas fracassem ou produzam menos do que se espera delas acarreta prejuízos irreversíveis em todos os sentidos. Algumas equipes alcançam resultados extraordinários independentemente do grau de dificuldade dos objetivos e metas, entretanto, outras podem se transformar em verdadeiros fracassos e levar uma organização à falência em pouco tempo.

Como profissionais, passamos pelo menos um terço da vida no trabalho, convivemos em equipe, pensamos em equipe, dependemos das equipes e quando nos tornamos líderes, esforçamo-nos para montar equipes de sucesso. Ainda que tenhamos dificuldades para liderar, sabemos que as equipes são importantes formas de agrupamentos para que o trabalho seja realizado da melhor maneira possível. Sem equipes não há lucros, não há resultados satisfatórios e as empresas não sobrevivem.

Pesquisas realizadas por Don Carew e Eunice Parisi-Carew durante dez anos, e citadas por Ken Blanchard no livro Liderança de Alto Nível, revelam que as equipes fracassam por várias razões, dentre elas a falta de um propósito claro e a falta de treinamento. Segundo os autores, ter consciência dessas armadilhas é importante para evitá-las na equipe que você lidera ou da qual faz parte.

Como isso tem tudo a ver com o dia-a-dia das empresas, tomei a liberdade de transcrever e comentar as dez razões principais. Espero que seja útil de alguma forma, afinal, quem não lidera, no mínimo, é liderado. Vejamos:

Falta de diretrizes sólidas que definam o propósito central da equipe e como essa trabalhará de forma unida para alcançá-lo: em suma, para que serve uma equipe, qual o seu propósito, o que ela precisa fazer para atingir os objetivos;

Incapacidade de decidir no que consiste o trabalho pelo qual a equipe é responsável de forma interdependente e mútua: basicamente, falta de foco no resultado final do trabalho e sua relação com as demais áreas;

Falta de responsabilidade mútua: quando os resultados não são alcançados, a responsabilidade é de todos; não adianta culpar apenas um ou outro membro da equipe;

Falta de recursos para cumprir com o trabalho, incluindo o tempo: diz respeito ao uso criativo e responsável dos recursos – materiais, equipamentos e pessoas – e à organização do tempo;

Falta de liderança eficaz e de liderança compartilhada: orientação, delegação e compartilhamento são palavras-chaves para o sucesso das equipes;

Falta de normas que fomentem a criatividade e a excelência: falta de estímulo ao pensamento criativo, “fora do quadrado”, como se diz na gíria;

Falta de planejamento: não há empresa nem equipe que resista sem o mínimo de planejamento e isso é tarefa dos líderes;

Falta de apoio da gerência: o apoio é a maior ferramenta de motivação do líder; sem apoio não há sinergia e sim desperdício de energia vital;

Inabilidade para lidar com conflitos: as empresas são fontes inevitáveis de conflitos, portanto, quem não gosta de conflitos não pode liderar equipes; saber lidar com eles é sinal de amadurecimento;

Falta de treinamento em habilidades de trabalho em equipe em todos os níveis: não fomos treinados para trabalhar em equipe, acabamos por aprender a duras penas; atingir a excelência do trabalho em equipe requer direcionamento, determinação e comprometimento de todos.

Com relação à liderança, vale a máxima do planejamento: “quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve.” Nunca ignore a missão e a visão da organização embora seja necessário às vezes um pouco de pressão. Liderança é uma arte que deve ser aprendida aos poucos, pois exige amadurecimento, renúncia e comprometimento com os resultados.

Por fim, lembre-se: as equipes nada mais são do que os reflexos dos pensamentos do líder, portanto, quando os líderes não orientam, não planejam, não delegam e não atribuem responsabilidades, não devem esperar um resultado diferente do fracasso. As palavras de Ken Blanchard, especialista em liderança, são apropriadas para o trabalho em equipe: “nenhum de nós, sozinho, é tão inteligente quanto todos nós, juntos, e as pessoas têm o direito de se envolver nas decisões que as afetam.”

 Pense nisso e seja bem mais feliz!

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