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A boa crítica
Num mundo recheado de amadorismo e ferramentas tecnológicas à nossa disposição, é comum aflorar no ser humano comum, muitas vezes desprovido de senso crítico, aquela vontade incontrolável de participar do debate em qualquer circunstância. Nesse sentido, não há problema algum, afinal, temos o livre arbítrio para decidir entre o que queremos e o que não queremos expressar mediante um fato inusitado, um comportamento malogrado ou uma opinião exacerbada, embora essa atitude não produza qualquer efeito positivo em nossa vida.
Como diz o adágio popular, se conselhos, críticas ou simpatias valessem alguma coisa, estaríamos todos ricos. Entretanto, quando uma crítica se torna a atividade primordial do ser humano, principalmente quando escondido sob um pseudônimo ou coisa que o valha, não faz o menor sentido nem deve ser submetida a qualquer parâmetro de validade.
Há quem se deleite ao expressar uma crítica ou opinião sem consultar a parte contrária, sem o menor embasamento em pesquisa, sem fatos e dados, sem fundamentação que mereça um pouco de crédito ou ainda sem o senso crítico necessário para expressar o melhor julgamento sobre o trabalho realizado, e não necessariamente sobre a pessoa ou o profissional que o executa.
Isso ocorre em todas as camadas da sociedade com a maioria das pessoas por conta da pobreza de espírito e do instinto primitivo de algumas pessoas que em vez de ler, de estudar ou de compartilhar conhecimento, preferem aderir à opinião alheia. A constatação é simples e, geralmente, pessoas que nada tem a ver com o problema são induzidas a participar, o que torna ainda mais ridícula a versão de quem iniciou a crítica.
Reflita um pouco. Quantas vezes você já foi induzido a participar de uma crítica no trabalho, na internet ou no happy hour ainda que não tivesse a mínima vontade de contribuir para o acirramento do ódio alheio? Creio que você já perdeu a conta. Quantas vezes as pessoas são capazes de interromper ou enfrentar um crítico e difamador apenas para não participar daquilo que consideram um perfeito desperdício de energia vital? Poucas vezes ou talvez nenhuma.
Por que isso acontece? Por inúmeras razões, dentre as quais é possível destacar aquilo que eu chamo de Ausência de DPO no ser humano:
Muito bem! Isto significa que você não pode mais criticar aquilo que considera injusto ou fora de propósito, sob o seu ponto de vista? Claro que não. Entretanto, saber criticar é uma dádiva para poucos. Uma boa crítica ou crítica construtiva, se é que podemos chamá-la dessa maneira, requer postura ética e alguns cuidados mínimos que apenas as pessoas bem intencionadas são capazes de adotar.
Leia, reflita, pense nisso e seja feliz!
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