Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

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Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes – escrito por Stephen R. Covey – é um dos melhores livros que já li, e continuo relendo, além de A Lei do Triunfo, escrito por Napoleon Hill. Ambos retratam a missão de dois seres especiais que dedicaram parte da sua existência para produzir uma filosofia de vida para o bem da humanidade. Stephen Covey continua dedicando.

Por conta do exemplo desses seres especiais, assumi um compromisso de vida comigo mesmo, o de produzir algo semelhante, em forma de livro, além continuar seguindo inabalável com a minha missão de vida: semear conhecimento para o maior número de pessoas possível, por meio de bons exemplos, disciplina, otimismo e consideração pelo próximo.

Quando li os Sete Hábitos pela primeira vez não dei muita importância e considerei-o uma espécie de autoajuda sofisticada, porém difícil de ser praticada num mundo essencialmente dominado pela propaganda de massa, o que os outros querem que você pense, responsável pelo consumo de massa, o que as propagandas induzem você a comer, beber e comprar em larga escala.

Como o próprio Stephen R. Covey declarou, em depoimento ao final do livro, não é fácil praticar os sete hábitos, mas é necessário tentar. A filosofia de vida pregada por ele trata basicamente da evolução interior, algo que somente o tempo será capaz de proporcionar em razão de todas as dificuldades vividas por conta da história pessoal de cada ser humano – modelos mentais carregados desde a mais tenra infância.

O fato é que o livro semeia conhecimento em todos os capítulos, porém abre uma reflexão em torno do que é possível praticar a partir de determinada fase da nossa existência. O próprio conceito da palavra eficaz ainda gera dúvidas para quem não tem muita familiaridade com ele. Segundo o Aurélio, ser eficaz é produzir o efeito desejado, dar bom resultado, agir com eficiência.

Isso não vale apenas para o mundo dos negócios. Aliás, começa no universo particular de cada um, por conta do comportamento, da postura e da sua maneira de julgar ou prejulgar o mundo ao seu redor. Você não consegue ser uma pessoa exemplar no trabalho e uma pessoa hipócrita em casa. Quando isso ocorre, existe normalmente o que os psicólogos chamam de desvio de conduta e eu chamo de falta de integridade.

Integridade nada mais do que é a correspondência mais próxima possível entre os seus valores e a sua conduta, portanto, se existe essa cumplicidade, não há o que temer. De maneira acentuada, o livro conduz a essa percepção, no campo pessoal e no campo profissional. A decisão de praticar os sete hábitos e a execução propriamente dita fica por conta do interesse pessoal de cada um.

hábito

O pensamento de Covey está baseando em sete hábitos (ou princípios) fundamentais. Antes de praticá-los é necessário entendê-los e, nesse sentido, vou compartilhar o meu entendimento sobre eles com o leitor de maneira que, juntos, possamos construir um mundo melhor.

Espero que você tome isso como um propósito a ser seguido a fim de melhorar o seu próprio desempenho e o das pessoas ao seu redor. De nada adianta o conhecimento se não for aplicado em nossa vida pessoal e profissional. De acordo com o poeta inglês T. S. Eliot, “Não devemos parar de explorar. E o fim de nossa exploração será chegar ao ponto de partida e ver o lugar pela primeira vez.” Vamos aos princípios:

Seja proativo: proatividade significa muito mais do que tomar iniciativa ou ter uma atitude mental positiva considerando que o nosso comportamento resulta de decisões tomadas e não das condições externas. O ser proativo reage antecipadamente aos problemas e não se intimida quando eles são inevitáveis.

Comece com o objetivo em mente: além da proatividade, problemas são resolvidos mais facilmente quando se tem um objetivo de vida. A concentração do foco na sua missão de vida elimina qualquer possibilidade de os problemas dominarem a sua vida.

Primeiro o mais importante: as coisas mais importantes não devem ficar à mercê das coisas menos importantes, afirmava Goethe, o grande poeta alemão, portanto, saber priorizar o que vale a pena e o que suga menos energia é o desafio para se atingir resultados com maior eficácia.

Pense ganha/ganha: é um estado de espírito que busca o benefício mútuo em todas as interações humanas. Os acordos e as soluções são mutuamente benéficos e satisfatórios quando todas as partes se sentem bem com a decisão e comprometidas com o plano de ação.

Primeiro compreender, depois ser compreendido: somos criaturas essencialmente egoístas. O que vale para nós não precisa necessariamente valer para as outras pessoas. Compreender primeiro implica uma mudança profunda de paradigma, segundo Covey. Os problemas são comuns, mudam apenas de endereço, portanto, quanto mais você entender o próximo, mas ajudará a si mesmo.

Crie sinergia: a sinergia é a essência da liderança baseada em princípios. Ela catalisa, unifica e libera os poderes existentes dentro das pessoas. O todo é sempre maior do que a soma das partes, independentemente das diferenças físicas e de pensamento existentes. O espírito de equipe, o time, o trabalho em grupo, ou seja, o todo é que faz a diferença.

Afine o instrumento: compreende quatro dimensões – física, espiritual, social/emocional e mental. Afinar o instrumento significa exercitar as quatro dimensões com regularidade e consistência, de forma equilibrada e sensata. É o investimento que se deve fazer no próprio corpo e na mente mediante exercícios, leitura de bons livros, reflexões, alimentação saudável e o profundo desejo de crescer pessoal e profissionalmente.

Mais importante do que ler e ouvir falar dos princípios é incorporá-los na sua vida até o fim dos seus dias. Nossa autoconsciência diz que devemos escolher entre valores e princípios segundo os quais viveremos. Educar a consciência exige esforço considerável, concentração imensa, muita disciplina e uma vida centrada na integridade.

Viver os sete hábitos é uma luta constante consigo mesmo. É natural que o ser humano vacile, por determinado momento, com relação a um ou outro. O sucesso não está na conquista, mas na proatividade, na tentativa, na esperança, na contribuição, no sentido de realização. Para conquistar a felicidade, seus filhos, amigos e colegas de trabalho não precisam perder a deles.

As palavras de Dag Hammarskhöld, estadista sueco, encerram a lição de hoje: “você não pode brincar com o animal dentro de si sem se tornar um animal completo, flertar com a falsidade sem destruir seu direito à verdade, envolver-se com a crueldade sem perder a sensibilidade da mente. Quem quer manter o jardim bonito não guarda um canto para ervas daninhas”.

Pense nisso e seja bem mais feliz!

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