Obrigado ao homem do campo

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Na Grécia Antiga, o trabalho da agricultura gozava de excelente prestígio e passou a ser realizado por escravos somente no período helenístico, caracterizado pela difusão da cultura grega (323 a.C. a 147 a.C.), que antecedeu o desenvolvimento da cultura romana. Para os gregos havia o labor, representado de maneira figurativa pelo homem sobre o arado e pela mulher no parto, o que originou a expressão “trabalho de parto”.

De acordo com alguns historiadores, o próprio ato de trabalhar teve origem com a necessidade de subsistência dos povos nômades que, por questão de sobrevivência, deram início às atividades agrícolas fixando o homem na região que proveria o seu sustento. Até meados do Século XVIII, as atividades que promoviam o crescimento econômico e sustentado das nações eram realizadas com base na agricultura.

homem do campo

Antes da Revolução Industrial, o mundo era essencialmente agrícola e nossos antepassados legítimos empreendedores. Até 1880, segundo pesquisa realizada nos Estados Unidos, a força de trabalho principal residia na agricultura e em poucas profissões, não menos importantes, repassadas de geração a geração, tais como: ferreiros, pintores, artesãos, escultores, artífices em geral, e trabalhadores braçais.

Para o bem da humanidade, a concepção de que a industrialização tornaria obsoletos alguns ofícios tradicionais não se confirmou por inteiro, no caso da agricultura. O que se verificou foi uma legítima mudança no modo de entender e executar o trabalho. Devemos admitir também o fato de que tecnologia foi importante para o aumento da produtividade e para o crescimento econômico dos países.

Da Grécia Antiga para o Brasil, na década de 1970, uma das músicas consideradas símbolo da prosperidade nacional, em pleno auge da ditadura militar, era “Obrigado ao homem do campo”, composta e interpretada pelos irmãos cearenses Dom e Ravel. Infelizmente, a despeito de todo o talento musical da dupla, suas canções ufanistas foram utilizadas de maneira indiscriminada pelo governo militar na tentativa de abafar as atrocidades praticadas pelo regime ao mesmo tempo em que promovia o crescimento econômico.

Quase quarenta anos depois daquele singelo agradecimento expressado por Dom e Ravel, o título da música continua extremamente apropriado. Graças ao homem do campo, o Brasil continua batendo recordes todos os anos na produção agrícola. Em 2008, a safra nacional de grãos deverá alcançar 145,1 milhões de toneladas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 9% a mais do que as 133,1 milhões de toneladas registradas no ano passado.

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Brasil conta com aproximadamente 4 milhões de pequenas propriedades rurais dedicadas ao manejo da terra, responsáveis pela ocupação e sobrevivência de 14 milhões de pessoas, além das 343 mil propriedades, consideradas de médio e grande porte, responsáveis pela ocupação de 2,2 milhões de trabalhadores.

Obrigado ao homem do campo, pela carne, o arroz e o feijão, os legumes, verduras e frutas, e as ervas do nosso sertão”, diz a música de Dom e Ravel. É o mínimo que deve ser dito para esses empreendedores pioneiros que acordam todos os dias com sede de trabalho e a esperança de um futuro melhor.

Pense nisso e empreenda!

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