O que é decisão?

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Quantas decisões você toma por dia, por hora ou por minuto? Você sabe tomar decisões? Qual a diferença entre decisões corretas e decisões equivocadas? Certa vez perguntaram para Walt Disney como foi que ele conseguiu realizar tanto em vida e a resposta foi simples: “a cada minuto tomo uma decisão”.

Li certa vez num livro que se não houver ação é porque não decidimos realmente. Existe um verdadeiro poder por trás de uma decisão e isto impulsiona o ser humano desde os tempos mais remotos. Quando se toma uma decisão, entra em ação uma avalanche de forças físicas e espirituais capazes de mover obstáculos antes inimagináveis aos mortais, segundo estudiosos como Ram Charam, Deepak Chopra, Warren Bennis e Napoleon Hill.

decisão

Todo político e executivo ambicioso almeja poder de decisão, porém, aqueles que melhor decidem nem sempre tem a oportunidade de fazê-lo ao gosto da população e dos subordinados. Tomar decisões, dominar, sentir-se respeitado, impor a ordem pela hierarquia, deter o comando, a informação e o poder, tudo isso faz parte da essência mais primitiva do ser humano.

No âmbito pessoal, estudos mostram que pessoas bem-sucedidas tomam decisões com freqüência, e rapidamente, porque não tem dúvidas a respeito dos seus valores. Por outro lado, pessoas que fracassam geralmente tomam decisões devagar e mudam seus valores e idéias subitamente. No âmbito profissional, os líderes geralmente são forçados a tomar decisões diariamente, de hora em hora, de minuto em minuto, dependendo do ambiente em que atuam.

A diferença básica entre o pessoal e profissional é que no segundo pode-se decidir baseado em um número maior de informações e isto é fundamental para a tomada correta de decisões nas empresas. No primeiro, a maioria das pessoas acaba valendo-se da intuição, a qual, diga-se de passagem, funciona bem melhor com as mulheres. Decisão significa agir em cima da informação, o que nem sempre está ao seu alcance, portanto, é necessário desvendá-la da mesma maneira que o mestre o faz no jogo de xadrez ao antecipar uma jogada do adversário.

A melhor maneira de se aprender a tomar decisões corretas é tomá-las com freqüência. Quanto mais decisões você toma, melhores elas se tornam. Não é à toa que os executivos das grandes corporações são, em sua maioria, homens e mulheres experientes, de faixa etária acima dos quarenta, munidos de bagagem e sabedoria proporcionada pela ação do tempo.

Tenho feito algumas perguntas para mim mesmo depois de tomar uma decisão e analisar os resultados: o que há de bom em tudo isso? O que posso aprender com os erros? O que posso fazer para acertar ainda mais? Na maioria das vezes, tento não perguntar o que deu errado para não criar jurisprudência pessoal e cair em desânimo.

Tive a oportunidade de trabalhar em sete empresas diferentes ao longo de trinta anos de carreira e pude observar que muitos profissionais decidem, mas não tem compromisso com a decisão. Poucos são flexíveis na execução. Eu mesmo cometi erros grosseiros em cargos de liderança sendo rígido demais e cultivando menos do que deveria a arte da flexibilidade.

Nesse tempo, notei também que as decisões são tomadas, com muita freqüência, sob o calor da emoção e do rompante de um ou outro que tenta impor uma ideia e dispensa a colaboração dos membros da equipe, como se a empresa fosse apenas o seu horizonte.

Por conta disso, a maioria deles não sobreviveu ao mundo globalizado. O próprio mercado tratou de elevá-los à condição de simples mortais considerando que respeito, bom-senso e participação da equipe são determinantes na construção de uma carreira sólida.

De maneira geral, são as decisões e não as condições que determinam o sucesso de um profissional. A tomada de decisões pode definir a permanência ou a saída de uma empresa e representa um peso maior, portanto, é impossível crescer simplesmente acatando ordens ou executando tarefas. A iniciativa conta muito e o ideal é não depender de líderes apontando o tempo todo o que você deve ou não deve fazer.

Quer melhorar o seu poder de decisão? Evite o hábito da procrastinação nem empurre para os outros aquilo que é de sua inteira responsabilidade. O simples fato de você pensar no assunto muda o ambiente. Cada decisão tomada no minuto seguinte tem influência nos resultados futuros, portanto, permita-me compartilhar aquilo que considero essencial para melhorar o seu nível de decisão para o resto da sua vida:

Tome decisões para elevar o desempenho pessoal e profissional: o seu desempenho é medido pelo maior número de decisões coerentes tomadas; cada decisão é um passo para o crescimento ainda que não seja a melhor que você já tomou na vida;

Tome decisões sem medo: na posição de líder, as boas decisões que agradam a camada hierárquica superior, geralmente, provocam o descontentamento da camada hierárquica inferior, portanto, se você for transparente, mas justo, aprenderá rapidamente a conviver com isso e conquistará o respeito do grupo;

Tome decisões com frequência: o alcance dos resultados equivale à somatória de uma série de decisões tomadas; esse hábito condiciona o cérebro e eleva o nível de discernimento; quanto mais você decide, mais seguidores conquista e mais exemplos semeia;

Encare as decisões como desafios: a dinâmica do mundo globalizado não permite o cometimento de erros que não possam ser corrigidos rapidamente e é óbvio que você não vai acertar todas, portanto, tomar decisões exige coragem e ao mesmo tempo desprendimento; seja firme na tomada, mas flexível na execução; até mesmo o arcoíris muda de cor e de posição sob diferentes ângulos de visão;

Tome decisões para o seu próprio bem e da sociedade: não seja egoísta; o mundo precisa de homens e mulheres que decidem de fato e produzem resultados positivos para a humanidade, portanto, compartilhe as decisões com aqueles que dependem dela para seguir em frente.

Por fim, lembre-se, a postura no comando do leme é decisiva para o sucesso ou o fracasso na vida pessoal e profissional. Essa reflexão nos parece mais lógica sob o ponto de vista organizacional e, nesse sentido, você tem obrigação de fazer jus ao papel que lhe foi confiado. Portanto, nada melhor que o jogo aberto e o bom relacionamento em todos os níveis da organização. Tomar decisões o tempo todo e da maneira mais correta possível é o que vai projetá-lo para um futuro mais promissor.

Pense nisso e seja bem mais feliz!

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