O encanto permanece mas o gosto muda

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De acordo com muitos analistas de mercado norte americanos, Steve Jobs pode ser considerado um dos maiores empreendedores de todos os tempos, ao lado de figuras ilustres como Thomas Edison (GE), Henry Ford, Thomas Whatson (IBM) e William McKnight (3M), pioneiros do empreendedorismo nos Estados Unidos.

Falecido em 2011, Jobs saiu da vida para entrar na história como uma personalidade incomum, digna de reconhecimento e veneração nos quatro cantos da Terra, não apenas em função do seu gênio criativo, despertado aos dezesseis anos de idade, mas devido ao seu completo desprendimento das coisas materiais.

encanto

Para quem se considerava “um sujeito que provavelmente teria sido apenas um poeta semitalentoso do Quartier Latin, mas meio que se desviou do caminho”, pode-se dizer que a história premiou o talento, a persistência e a vontade de superar os mais indignos obstáculos.

Ao desistir da escola, para evitar o sacrifício financeiro dos pais adotivos, Jobs começou a participar de palestras sobre produtos eletrônicos da HP, onde encontrou Stephen Wozniak, egresso da Universidade da Califórnia. Wozniak era um jovem gênio da engenharia que gostava de inventar dispositivos eletrônicos.

Com a aproximação, Jobs e Wosniak também compareciam regularmente às reuniões do Homebrew Computer Club (Clube do Computador feito em Casa). Os associados eram na maioria tecnófilos, interessados em diodos, transistores e ainda nos dispositivos eletrônicos que poderiam construir com isto.

Jobs era diferente, segundo Daniel Goleman, PhD. Ele sabia avaliar o estilo, a utilidade e a capacidade de colocação dos produtos no mercado. Com o tempo, Jobs convenceu Wozniak a trabalharem juntos para a concepção de um computador pessoal. Nasceu assim o Apple I, projetado no quarto de Steve Jobs e com o protótipo construído na garagem da casa de seus pais.

Ao seguir os conselhos de um executivo aposentado da Intel, Jobs e Wozniak fundaram sua própria empresa. Para viabilizar o projeto, ambos venderam os seus bens mais preciosos na época, uma Kombi VW de Jobs e a calculadora HP de Wozniak. Com os US$ 1300 arrecadados, ambos iniciaram oficialmente a Apple. Jobs, aos vinte anos de idade, e Wozniak, aos vinte e seis.

Em menos de dez anos, a Apple havia deixado de ser apenas dois sócios numa garagem para se tornar uma empresa de dois bilhões de dólares, com mais de quatro mil funcionários. Um ano depois de lançar a sua melhor criação – o Macintosh –, Steve Jobs completava trinta anos de idade quando foi, então, despedido da Apple, por divergências internas com a equipe de comando.

Em menos de cinco anos, Jobs fundou a NeXT e, logo depois, a Pixar, o estúdio de animação mais bem-sucedido do planeta, onde idealizou o primeiro desenho animado do mundo feito apenas por computador – Toy Story. Segundo o próprio Jobs, “foi um remédio amargo, mas acho que o paciente precisava dele”. Entrava em cena novamente o seu espírito empreendedor e criativo.

Numa impressionante reviravolta, a Apple comprou a NeXT e, em menos de dez anos, Jobs voltou para a empresa que ele mesmo ajudou a fundar, para alegria dos “applemaníacos” e o bem da companhia. Retornava, dez anos depois, o salvador da pátria, num período difícil para a Apple. O resto é história.

No início do ano eu tive a felicidade de conhecer a sede mundial da Apple, em Cupertino, interior da Califórnia. Para os apaixonados por tecnologia e também por empreendedorismo, difícil não se encantar com a grandiosidade de uma empresa que nasceu na garagem da família de Steve Jobs e se transformou numa das empresas mais inovadoras do mundo.

Apesar de todas as dificuldades pelas quais passou, indiferente ao fato de a Apple ser considerada uma das empresas mais valiosas do mundo, em Cupertino ou em qualquer loja da rede é possível testemunhar o espírito de Jobs e sentir a energia irradiada por quem amou o que fez até o último dia trabalho.

Com a partida de Steve Jobs, o encanto da maçã permanece, mas penso que o seu gosto nunca mais será o mesmo.

Pense nisso e empreenda!

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