O empreendedor do futuro

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A sociedade é uma onda e a onda move-se para frente, mas a água da qual é composta não, afirmava Emerson, pensador e filósofo americano. A mesma partícula não sobe do vale para a crista. Sua unidade é apenas fenomênica. As pessoas que hoje perfazem uma nação morrem no ano seguinte, e sua experiência com elas.

A evolução do ser humano só se consolida no último segundo, antes do suspiro final. Neste momento ele atinge o ápice da sabedoria, porém não há como desfrutar de mais nada. Lamentavelmente, a sociedade aprendeu a medir o homem pelos bens que possui e não pelo bem que produz, o que faz dele um eterno perseguidor das coisas materiais, por medo do futuro, esse desconhecido que ele próprio consegue subverter.

empreendedor

Ganhar dinheiro e constituir patrimônio para se viver confortavelmente é o desejo da grande maioria, mas construir um mundo melhor exige sacrifícios que a sociedade não está disposta a realizar. O preço do conforto e da glória é alto. A escassez de recursos e as diferenças de oportunidades ao redor do mundo são dignas de reflexão. A mobilidade para a redução das desigualdades é mínima. Há muitos que lutam por pouco e poucos que lutam por mais ainda. Há os que lutam pela vida e os que esperam encontrar a vida na morte. O mundo é essencialmente contraditório.

O Empreendedorismo é visto por alguns como a nova onda do futuro. Em 1994, Jeffry Timmons, estudioso do assunto, declarou que o Empreendedorismo é uma revolução silenciosa que será para o século XXI mais do que a Revolução Industrial foi para o Século XX.

Com base nessa afirmativa, viveremos uma era de transformações de toda ordem, caracterizada por novas formas de sobrevivência onde o não-emprego tende a dominar as relações de trabalho, diferente do que se vê hoje, se levado em conta que a carteira profissional assinada ainda representa segurança para a maioria das pessoas. O grande desafio será o empreendedorismo sustentável, integrado ao ritmo da natureza, incapaz de comprometer a sobrevivência das próximas gerações.

A preocupação com o futuro é praticamente nula. O imediatismo tomou conta do ser humano e transformou-o numa usina materialista. Em alta velocidade, a sociedade de consumo vai se consumando para o bem (?) da economia mundial. Serão necessários muitos planetas com todos os recursos naturais da Terra para saciar o apetite insaciável do consumo até o fim do novo século.

O trabalho por conta própria remete naturalmente as pessoas ao ganho imediato e ao acúmulo de dinheiro, porém, deixo aqui um desafio para o leitor. Ao colocar em prática o seu espírito empreendedor, pense em como contribuir para melhorar o ambiente ao seu redor e o que você gostaria de deixar como exemplo para as gerações futuras. Se o negócio estiver alinhado com a sua maneira de pensar, de agir e de ver o futuro, não há como dar errado.

Para quê tanta preocupação? Para que os netos dos nossos netos possam desfrutar do gostinho de beber água na palma da mão na primeira vertente que tende a ser disputada no mesmo futuro que a sociedade contemporânea faz questão de ignorar.

A solução para os problemas da humanidade está dentro de nós e o que está dentro de nós está disponível no presente. Tudo o que o homem precisa está na terra, no ar e na água, portanto, tratar essa combinação de elementos vitais com carinho e respeito é o mínimo a ser feito.

O empreendedor do futuro não pensa apenas economicamente. Em qualquer lugar do planeta, a sustentabilidade dos negócios está diretamente relacionada ao sentido de realização e à utilização consciente dos recursos naturais disponíveis. Do restante, o foco, esforço individual e a natureza se encarregam.

Pense nisso empreenda!

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