O empreendedor de si mesmo

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“Todo homem é um empreendedor de si mesmo”. Essas palavras, proferidas pelo Professor Oriovisto Guimarães, fundador e atual Diretor-Presidente do Grupo Positivo, ficaram impregnadas na minha memória durante a longa conversa que tivemos sobre o assunto enquanto ele discorria, de maneira simples e empolgada, a trajetória da organização que se tornou uma referencia internacional em desenvolvimento de pessoas com foco prioritário na educação.

De tão simples, a afirmativa representa uma verdade incontestável no mundo dos negócios e na vida pessoal. De fato, somos todos empreendedores embora não nasçamos com essa característica e possamos adquiri-la de forma lenta e gradual na medida em que o instinto de sobrevivência nos obriga a sair da zona de conforto para conseguir três boas refeições diárias, um bom pedaço de chão e uma vida relativamente confortável a partir de determinada fase da nossa existência.

empreendedor

“Somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito”, afirmou Aristóteles há quase três mil anos. Isso justifica em parte a prosperidade de muitos empreendedores que, a despeito de todas as dificuldades encontradas, continuaram caminhando e provaram ao mundo que foco, força de vontade, persistência e determinação são características indispensáveis para quem deseja conquistar um lugar de destaque no mundo dos negócios.

Toda empresa tem uma fase de sonho onde os fundadores investem pesado suas economias, seu tempo e sua energia numa idéia que tem tudo para dar certo, porém nem sempre caminha da forma planejada. Segundo Oriovisto, o sonho do Grupo POSITIVO foi coletivo e embora alguns tenham simplesmente desistido a meio caminho ou mudado de área, os remanescentes nunca perderam a capacidade de sonhar e agir, de maneira individual e coletiva.

Os seres humanos são muito volúveis. Ao contrário, o empreendedor de si mesmo é focado naquilo que faz. Os primeiros migram constantemente de negócio ou de profissão e não conseguem se concentrar numa atividade única, principalmente pelo fato de que, na maioria das vezes, são atirados ou se atiram em atividades que nada ou muito pouco tem a ver com a sua vocação original ou com a sua formação acadêmica.

Por que tantas empresas morrem todos os dias? Depois de ler e reler dezenas de histórias de empresas e empreendedores, concluí que muitas se baseiam exclusivamente em políticas e práticas de gestão que levam em conta somente o pensamento e a linguagem econômica. Outras morrem jovens porque os empreendedores, e os executivos por eles contratados, se orientam basicamente pelos números de produção, vendas e distribuição sem considerar o fato de que as empresas se assemelham a uma comunidade de seres humanos que fazem negócios para permanecerem vivas, portanto, empresas são organismos vivos.

Os números são importantes, a manutenção do sonho também. Como afirmou o Professor Oriovisto, “não acredito em empresário que não tem um sonho”. O empreendedor de si mesmo é aquele que faz as coisas acontecerem e não desiste nunca embora tenha de refazer o caminho inúmeras vezes. Assim acontece com milhares de empreendedores que se lançam todos os dias no complexo mundo dos negócios sem a mínima idéia de como começar e, por alguma razão, prosperam.

O empreendedor de si mesmo empreende por necessidade, é óbvio, e também por convicção absoluta na obtenção de resultados positivos e irreversíveis. Para ele a única opção é vencer ou vencer. A necessidade representa uma apenas uma condição transitória a ser superada pelo espírito empreendedor.

Pense nisso e empreenda!

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