O dinheiro ou a vida?

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn

Algumas afirmativas que circulam pelo mundo corporativo são dignas de reflexão: você precisa crescer, você pode mais, pense grande, você merece mais, desperte o líder que existe dentro de você, mude enquanto é tempo, acredite no seu potencial e assim por diante.

De fato, não conheço ninguém que tenha iniciado a carreira como aprendiz ou estagiário e tenha permanecido feliz no mesmo cargo por mais de um ou dois anos embora existam pessoas que não moveriam uma palha sequer apenas para não ter que sair da zona de conforto.

Naturalmente, o ser humano é movido pela necessidade de crescimento pessoal e profissional e pela condição inequívoca de ganhar mais dinheiro, na medida em que suas despesas e necessidades crescem. Quanto mais você ganha, mais precisa ganhar por conta das suas necessidades ilimitadas, além da percepção equivocada de que, quanto mais dinheiro você tem, mais bem-sucedido ou inteligente você é.

Apesar de tudo, ainda que o objetivo principal na vida não seja ganhar dinheiro, você vai precisar dele para as coisas mais básicas, tais como alimentação, moradia e vestuário. Como vivemos em estado permanente de crescimento e de mudança, independentemente da fase profissional alcançada e da quantidade de dinheiro amealhada, temos dificuldade para responder a uma pergunta crucial que nos atormenta todos os dias: o dinheiro ou a vida?

A grande ilusão do mundo corporativo é acreditar que existe espaço para todos crescerem, ganharem mais e galgarem posições melhores na empresa onde trabalham. A maioria das empresas tem apenas um presidente, poucos gerentes, alguns especialistas e coordenadores e, na sua grande maioria, milhares de bons soldados dispostos a dar o sangue pela empresa, outros nem tanto.

dinheiro

Ganhar mais, crescer profissionalmente e aspirar a um modo de vida melhor são desejos e direitos legítimos do ser humano. Entretanto, a obsessão pelo dinheiro, cargo ou status é algo doentio que acaba de maneira tragicômica para muitos profissionais. Quanto mais você trabalha e mais depende do salário, mais escravo você se torna da sua própria ganância.

Enquanto a necessidade de ganhar dinheiro for incontrolável, talvez você nem se dê conta dos males incorporados inadvertidamente na sua vida. Você estará dividido entre duas preocupações que farão enorme diferença daqui a alguns anos: 1) a sua qualidade de vida; 2) como fazer para não gastar todo o seu dinheiro no tratamento de doenças que comprometeram sua saúde e sua energia enquanto você ganhava dinheiro.

O fato é que a simples vontade de satisfazer nossos desejos de consumo, apesar de legítima, tende a arrebentar com a nossa conta bancária financeira e emocional, além de tornar a vida impraticável, considerando a crescente imposição do ego para que adquiramos cada vez mais coisas e mais coisas sem as quais nós podemos viver tranquilamente.

Ganhar dinheiro é bom, gastar é melhor ainda e, lamentavelmente, para muitos, o dinheiro é tudo. Quando você estiver desencontrado e imaginar que o dinheiro é a única salvação, lembre-se de que existem coisas que o dinheiro não compra.

As sábias palavras de Joseph Campell, autor de O Poder do Mito, encerram a nossa lição da semana: “A vida é uma grande escada corporativa. Depressão é quando você chegar ao final e nota que escada está encostada na parede errada”.

Pense nisso e seja feliz!

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn

Comente

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *