Marcelo Condé ficou rico com 12 slides

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Ao terminar o MBA de Administração de Empresas em Harvard, em 1999, Marcelo Condé estava tomado pelo espírito empreendedor da universidade. Sabia que 80% dos alunos bem-sucedidos – e milionários – tinham o próprio negócio e só obtinham sucesso a partir da segunda tentativa.

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Aos 27 anos e com 12 slides em Power Point não mão, foi em busca de investidor para seu projeto de melhorar a produtividade de empresas brasileiras com soluções móveis. Conseguiu US$ 5 milhões. Quem diria que Condé ficaria rico, não é mesmo? Sete anos depois, o engenheiro paulista de 33 anos confirmou a primeira estatística e subverteu a segunda. Marcelo Condé ainda não é milionário, mas, como presidente da Spring Wireless, já é um empreendedor bem-sucedido na primeira tentativa.

Líder na América Latina, a empresa aparelha os clientes com celulares, PDAs e smartphones. O serviço reduz o custo de operação em até 15% e aumenta as receitas em até 30%. Seu grande segredo está no software que interliga os aarelhos móveis e os sistemas internos de produção das empresas. Clientes como a AmBev, Citibank e Visa – 220, ao todo – atestam a eficácia da solução. “As empresas fazem pedidos cada vez mais complexos”, diz Condé.

Dados do Gartner mostram que mobilidade é uma das três prioridades entre os executivos de tecnologia. Uma evidência disso é que a Spring dobrou de tamanho nos últimos três anos. No processo, deixou de usar a tecnologia americana e passou a criar programas próprios – atividade que hoje ocupa 70% dos seus 350 funcionários. A consultora Elia San Miguel, do Gartner, afirma: “A Spring adaptou bem a tecnologia para o Brasil e mantém a qualidade diante das mudanças constantes de padrões”, diz.

Outro passo importante foi se internacionalizar a partir de 2005. Sete escritórios no exterior geram hoje quase metade da receita. O maior projeto externo da Spring até agora foi o censo colombiano de 2005. Costumava ser feito em cinco anos e levou três meses, com margem de erro de 3%. “Agora faremos o mesmo na Venezuela”, segundo Condé.

Parte do sucesso da empresa deve-se à rede de relacionamentos do jovem executivo, que se formou em primeiro lugar em engenharia mecatrônica na USP, recebeu seu MBA com louvor em Harvard e, antes de empreender, trabalhou em empresas como Procter & Gamble e Goldman Sachs.

O primeiro aporte de capital de risco na companhia, feito pelo Softbank americano, assim como a abertura dos escritórios espanhol e russo da Spring, foram articulados diretamente com amigos do MBA. Marcelo Condé aposta na hierarquia flexível para inovar: “ideias brilhantes podem vir de quem acabou de se formar. Todos podem contribuir”.

Fonte: Mendes, Jerônimo. Manual do Empreendedor: como construir um empreendimento de sucesso. São Paulo, Atlas, 2009.

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