Liderança: sonho compartilhado

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Liderança é um assunto inesgotável. Onde quer você estude ou trabalhe, seja com quem você falar, de uma maneira ou de outra, a questão da liderança sempre vem à tona em forma de questionamento, de elogio ou de crítica, para o qual você deve estar sempre preparado.

De acordo com o maestro norteamericano Benjamim Zander, uma das características do bom líder é que ele nunca duvide, em qualquer momento, da capacidade das pessoas que ele está liderando para compreender o que ele está sonhando.

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Profundo e significativo são as palavras mais adequadas para referendar o pensamento do maestro, mas isso nos remete a algumas questões intrigantes em termos de liderança. Vejamos:

  • Você consegue extrair o melhor dos seus liderados sem prepotência, sem gritos e sem desconfiança?
  • Você sabe integrar as pessoas sem perder o controle ou sem privilegiar determinado membro da equipe?
  • Você acredita na capacidade dos seus liderados mediante a delegação responsável das atividades?
  • Você é capaz de despertar o potencial das pessoas sem querer livrar-se delas ao menor sinal de fracasso?
  • Você consegue exercer a liderança com sabedoria, paciência e tempo necessários para o alinhamento das suas ideias?
  • Você é capaz de defender e manter a unidade da equipe em situações extremamente desfavoráveis?

Uma resposta positiva para qualquer uma das questões anteriores é um bom sinal. Significa que você tem sangue nas veias e, ainda que você titubeie em determinadas situações de pressão intensa por resultados, você reúne algumas características da liderança servidora, tão escassa nos dias de hoje.

Para muitos profissionais em cargos de comando, torna-se bem mais fácil livrar-se das pessoas que não proporcionam o resultado esperado do que entender as origens do problema a fim de buscar uma solução positiva mediante orientação adequada, diálogo e compreensão.

Quando você se livra facilmente sem administrar o problema, não dá às pessoas a mínima chance de se redimir. De minha parte, penso que todos merecem uma segunda chance. Além disso, compreensão e diálogo requerem distanciamento de certos valores proporcionados pela natureza do cargo, tais como: arrogância, prepotência, distanciamento absoluto e ambição desmedida.

Infelizmente, há pouco espaço para o diálogo no ambiente competitivo em que vivemos. A maioria dos líderes não tem coragem nem o preparo necessário para administrar conflitos, sem contar ainda os que preferem eliminar do caminho qualquer um que se atreva a dificultar a realização do seu objetivo. Compartilhar o sonho, então, nem pensar.

Liderança é um desafio constante. Nesse sentido, a subida pode ocorrer na mesma velocidade da descida, portanto, mesmo considerando toda a formação educacional e cultural do ser humano ao longo de dez, vinte ou trinta anos de vida, nunca chegaremos a um modelo ideal.

Isso nos remete a uma nova reflexão: um líder de fato nunca deve parar de se aperfeiçoar. Ele pode espelhar-se em profissionais bem-sucedidos ou mesmo em grandes líderes da humanidade, mas a cada dia novos desafios aparecem para testar os seus limites.

Se dependesse de mim, os líderes seriam contratados de acordo com o tamanho dos seus sonhos e de acordo com a sua capacidade de transformá-los em resultados favoráveis não apenas para as organizações, mas para todas as pessoas lideradas por eles.

Se você é líder, saiba que os liderados entendem perfeitamente os seus sonhos, mas é necessário entender os deles também. O que eles nunca entenderão é o fato de que, para atingir o seu sonho, você possa se transformar numa pessoa insensível e inescrupulosa.

Pense nisso e seja feliz!

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