O mal da informalidade na remuneração

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Quando a política não é clara, o nível de informalidade aumenta e torna-se difícil de ser administrado, portanto, quanto mais transparente na relação patrão-empregado, menos espaço para conspiração.

 

Uma das grandes dificuldades de todo empreendedor ou empresário em qualquer negócio é administrar a carência do ser humano, seja qual for o nível hierárquico e a posição que o empregado ocupa na empresa.

Quero lembrar que a complexidade humana é difícil de ser entendida e atendida, razão pela qual os empregados em geral nunca estão satisfeitos com o que ganham, pois, em geral, nem salários nem benefícios são suficientes para as suas necessidades.

A realidade é que as pessoas esperam tudo do patrão ou das empresas como se houvesse obrigação do empregador em atender todos os desejos e reivindicações sem a respectiva contrapartida dos resultados.

A questão é bem simples: quem foi que disse que o patrão e as empresas devem atender todas as necessidades do empregado considerando que cada um tem necessidades muito específicas e diferentes?

Não quero parecer duro, mas o fato é que nenhuma empresa ou empreendedor tem a mínima obrigação de atender reivindicações que não sejam reguladas pela política de recursos humanos e comuns a todos os empregados.

Por outro lado, quanto mais exceções houverem, não reguladas por uma política clara de remuneração e benefícios, mais difícil de administrar essa questão que, na maioria das empresas, cria mais dificuldades do que contentamento.

Informalidade na remuneração

Dessa forma, com a experiência de ter participado da reorganização e da elaboração das políticas de dezenas de empresas ao longo da minha carreira, quero compartilhar aqui alguns insights para ajuda-los a administrar essa questão que, na maioria das empresas, não está nada clara e, portanto, gera insatisfação de ambos os lados. Vejamos:

1) A relação empregador/empregado deve ser a mais transparente possível; quanto mais padronizada, menor a chance de as pessoas conspirarem pelo corredor; evite tratar cada empregado de maneira diferente; uma boa política de recursos humanos regula o tratamento desejado e possível de aplicado para todos.

2) A concessão de benefícios deve estar atrelada aos resultados financeiros; não dá para conceder algo que você não pode suportar por um bom tempo, portanto, antes de conceder, lembre-se de que é praticamente impossível retirar depois de concedido.

3) Nunca tente compensar uma deficiência do sistema com um benefício concedido em particular; em geral, as pessoas não conseguem guardar para si mesmo e, mais dia, menos dia, vão abrir a boca e outros virão para reivindicar algo parecido.

4) Em empresas de pequeno e médio porte, é comum as pessoas abordarem o patrão na entrada ou no corredor para reivindicar benefícios, portanto, a menos que você tenha disponibilidade de caixa e queira virar refém das exceções e abordagens, seja claro em relação a isso e direcione as dúvidas para a área de recursos humanos.

5) Não misture as coisas; uma coisa é ser empreendedor sensível e participativo, outra coisa é ser amigo dos empregados; quando você é patrão, a relação fica mais clara; quando você é amigo, nem tanto, pois as pessoas tendem a confundir a relação e ir além dos limites, afinal, vocês são amigos e amigo é pra essas coisas.

6) Não alimente expectativas irreais; cumprir o que não prometeu é bem melhor do que prometer e não cumprir; as pessoas esquecem rapidamente o que você concede, mas não esquecem o que você promete.

7) Empresa não é mãe! Já dizia a mestra Maria Aparecida Schirato, autora do best seller O Feitiço das Organizações, portanto, em vez de tratar os empregados como filhos, trate-os com consideração e respeito, mas não se esqueça de deixar claro o seguinte: qual é o papel de cada de um, como eles serão cobrados e o que vai acontecer em caso de a relação sofrer desgastes ao longo do relacionamento.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

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