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Cada vez que eu pergunto em sala de aula ou mesmo em treinamentos, as pessoas hesitam na resposta. O que significa integridade? Você se considera um ser íntegro, acima de tudo? Você se sente bem trabalhando em empresas onde o líder, os amigos ou o próprio dono estão longe de entender o significado? A integridade faz parte do seu conjunto de valores fundamentais?
De acordo com o meu amigo Aurélio, integridade vem do latim integritate e representa a qualidade do íntegro, fundamentada pela retidão e imparcialidade, portanto, uma virtude fundamental e ao mesmo tempo ignorada nos dias de hoje. De maneira geral, o abismo entre o discurso e a prática é algo digno de estudo, quer na economia ou na política, na educação ou na ciência.
Para reforçar o conceito é necessário entender também o significado da palavra íntegro, a qual, obviamente, nos remete ao conceito de integridade. Do latim integru, ser integro significa ser inteiro, completo, perfeito, exato, imparcial, brioso, inatacável.
As definições do Aurélio são clássicas e inquestionáveis, entretanto, para facilitar um pouco mais o entendimento, algumas perguntas são essenciais para a reflexão:
- O que você faz na prática está de acordo com o seu discurso?
- O seu comportamento em casa é muito diferente do comportamento na empresa?
- Você odeia o chefe, mas sorri e distribui elogios quando ele aparece?
- Os filhos dos outros são sempre melhores do que os seus?
- O cônjuge tem recebido a atenção, o apoio e o valor que merece?
- Você é do tipo “faça o que eu digo”, mas não faça o que eu “faço”?
- Você consegue ouvir um pouco mais do que fala, além de respeitar o ponto de vista alheio?
Integridade é uma virtude desafiadora, difícil de ser praticada num mundo repleto de valores equivocados, onde a importância do ter alguma coisa é maior do que a importância do ser alguma coisa. Na prática, integridade se consolida somente quando os seus valores estão em consonância com a sua conduta.
O ser humano integral não oscila de acordo com o momento presente ou de acordo com a sua conveniência desrespeitando leis, normas e regulamentos que valem para toda a sociedade. Há muito tempo a famosa “Lei de Gérson” deixou de ser uma vantagem. Prejudicar alguém - pessoa física ou jurídica - por um motivo tolo e incoerente, em benefício exclusivo de si próprio, custa caro para a consciência e para a sociedade, a menos que a pessoa seja desprovida de hormônios.
Penso que é muito simples ser íntegro. Será que você precisa se sujeitar a todas as transgressões impostas pela nossa combalida sociedade de consumo somente para ficar rico mais depressa e fazer parte da elite em menos tempo? É difícil praticar aquilo que os nossos pais e avós praticavam com facilidade há menos de trinta ou quarenta anos? Você se considera íntegro a ponto de crescer na empresa sem puxar o tapete alheio, falar mal do chefe, desviar recursos, fazer conchavos e demonstrar corpo mole?
Integridade requer a prática de princípios universais como paz, amor, respeito, liberdade, humildade, igualdade, coisas simples que independem de credo, origem, cor e nível de instrução. Integridade depende do óbvio. O que vale para mim vale para você e para o mundo inteiro.
Pense nisso e seja feliz!
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