A fantástica Janela de JoHari

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Essa fantástica ferramenta, desenvolvida pelos psicólogos norteamericanos JOseph Luft e HARRIngton Ingham, em Chicago, ao final da década de 1950, ajuda a explicar um pouco a tragédia que aconteceu na Escola Raul Brasil, em Suzano, no mês de março.

Na prática, a Janela de Johari é uma representação das dinâmicas das relações interpessoais e dos processos de aprendizagem em grupo e foi idealizada por Joseph Luft e Harry Ingham.

O que será escrito a partir de agora vale para mim, para você, para o seu colega de trabalho, irmãos, vizinhos e qualquer pessoa na face da Terra, afinal, somos todos humanos.

Segundo o estudo que serviu da base para a concepção da ferramenta, o comportamento humano pode ser representado por uma janela composta de quatro quadrantes distintos (vidraças).

Esses quadrantes podem ser mapeados por meio de perguntas e respostas que, quando cruzadas, nos dão uma boa ideia de como determinados padrões, modelos mentais e outras referências influenciam o nosso comportamento na vida pessoal e profissional.

Janela de Johari

Vejamos, então, as quatro janelas utilizando-se um único exemplo ou viés para simples análise e comparação:

EU ABERTO: eu sei que sou assim e todos sabem que eu sou assim, portanto, não há o que esconder, as percepções são recíprocas.

Exemplo: eu me considero uma pessoa comunicativa, extrovertida, humilde, simples e todo mundo me vê da mesma forma. Até aqui, a integridade está funcionando bem.

EU CEGO: eu me acho assim, mas as pessoas acham que sou diferente, portanto, o que eu penso é uma coisa, os que os outros pensam é outra; não é o que eu penso, mas o que os outros percebem.

Exemplo: eu me considero uma pessoa comunicativa, extrovertida, humilde e simples, mas as pessoas acham que sou arrogante, prepotente e conspiram contra mim nos corredores da empresa.

EU SECRETO: eu até me considero uma pessoa comunicativa, extrovertida, humilde e simples, mas ninguém faz ideia do quanto me custa para ser assim.

Exemplo: eu tenho pavor de falar em público, porém, como sou obrigado, por conta da profissão, estudo bastante e disfarço muito bem, as pessoas acham que isso é natural de minha parte.

EU DESCONHECIDO: eu não sou violento e ninguém na face da terra acha isso até o dia em que me desequilibro, revelo a minha verdadeira identidade e faço algo que jamais alguém imaginou que eu fosse capaz.

Exemplo: todos me acham um verdadeiro gentleman, mas num dia qualquer, eu faço algo que assusta o condomínio, o bairro, a cidade onde eu moro e a escola onde eu estudo ao atirar no vizinho. As pessoas vão ficar indignadas, perplexas e talvez morram sem entender o que aconteceu.

O quadrante do EU DESCONHECIDO é o que me mais preocupa, afinal, não temos controle sobre ele, portanto, todo cuidado é pouco. Na prática, ninguém sabe de si mesmo, das suas dores e das suas renúncias.

Apesar de perplexos, o que nos cabe é refletir sobre o mundo em que vivemos ao invés de especular, julgar e massacrar a família dos envolvidos. Devemos continuar fazendo a parte que nos cabe para que isso nunca mais aconteça, o que é improvável. Nesse caso, a dor não escolhe lado.

Quanto à Janela de JOHARI, continua muito atual e pode ser aplicada para diferentes finalidades. É uma ferramenta útil que, quando bem utilizada, faz jus ao propósito para o qual foi criada, 60 anos depois.

Quanto ao ser humano, tem muito para evoluir com seu espírito competitivo, impulsivo, influenciável, primitivo, preconceituoso e, por vezes, violento. Cada um é o que é, portanto, cada dia é um desafio e cada episódio como o de Suzano é um aprendizado, apesar da dor.

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