Escolhas são fundamentais

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Esse artigo diz respeito a milhões de pessoas que tem o privilégio de acordar diariamente para enfrentar um novo dia gozando de boa saúde e disposição, independentemente de estarem empregadas ou à disposição do mercado, de bem com a vida ou sendo castigada por ela. Como eu sempre digo e acredito, não há mal que sempre dure, portanto, qualquer condição de desvantagem é apenas uma fase de transição imposta pelo universo para testar a nossa capacidade de reação diante dos fatos.

O meu filho mais velho teve a sua primeira grande experiência negativa recentemente: foi assaltado a duas quadras de casa. Graças a Deus, depois de vinte e um anos de orientação familiar, ele manteve a calma e entregou a fortuna que carregava – mochila, celular, jaqueta, relógio etc. – diante de uma arma apontada por um moleque enquanto o comparsa se encarregava da proeza, ambos tensos e de mal com a vida. Pensando melhor, eram três vítimas reunidas.

A maior preocupação dos dois era mandá-lo calar a boca nas duas vezes em que pediu para que deixassem os documentos pessoais e o trabalho de conclusão de curso ainda não concluído. Os documentos se foram, o trabalho ficou, mas o que valeu mesmo foi a escolha consciente pela vida.

Quando ele chegou em casa e se acalmou de verdade, onze e meia da noite, a única coisa que ele fez questão de mencionar foi “eu escolhi não reagir” embora o seu tamanho comparado ao dos indivíduos pudesse sugerir a possibilidade de reação. Como ele mesmo disse, o fim poderia ter sido fatal. Bens, documentos e outras bobagens materiais a gente recupera. A vida, não.

Há pouco tempo, o pintor Reinaldo Quintiliano despencou do 18º andar de um edifício em Curitiba, quando a cadeira em que ele sentava desprendeu-se da fivela de segurança. Durante aqueles intermináveis cinco segundos até o encontro com o chão, a única coisa que ele lembra foi ter pedido a Deus que o deixasse viver para terminar de criar os filhos. Quarenta dias depois, em entrevista à Rádio CBN, Reinaldo disse apenas que optou pela vida e, milagrosamente, depois de um mês em coma e muitas fraturas pelo corpo, ele continua com o firme propósito de voltar a trabalhar o mais rápido que puder.

O nosso futuro é determinado pelas nossas escolhas. O fato de você ainda não ter conseguido a casa dos seus sonhos, o carro do ano e o melhor emprego do mundo não diminuem em nada o seu valor na sociedade. Ao contrário, quanto mais dificuldades você enfrenta, mais ágil você se torna e mais promissor é o seu futuro. Entretanto, para que os sonhos sejam transformados em realidade, escolhas conscientes e atitudes positivas são determinantes nessa conquista.

escolhas

De maneira geral, pessoas que não sabem o que querem, não fazem o que gostam e não reagem diante das dificuldades caminham para a infelicidade no longo prazo. E, como diz o ditado, no longo prazo estaremos todos mortos, portanto, enquanto a vida continuar oferecendo a oportunidade de mudança, sempre haverá muito mais felicidade na realização do presente do que na esperança do futuro.

Algumas escolhas na vida são realmente fundamentais: a pessoa com quem você vai se casar; a universidade onde você quer estudar; a profissão que você quer seguir; a casa, o bairro e a cidade onde você pretende morar; a aposentadoria que você almeja ter; portanto, de maneira consciente ou inconsciente, as escolhas do momento presente determinam a colheita do momento futuro. Quase sempre, o que falta é a consciência da importância do momento presente.

Como dizia Emerson, o grande pensador americano, “leva tempo para descobrir o quanto somos ricos”. Em geral, o conceito de riqueza está associado ao dinheiro, ao acúmulo de bens materiais, à posição temporária que o ser humano ocupa na sociedade e isso, quando levando ao pé da letra, também diz respeito às escolhas, ainda que equivocadas sob o ponto de vista da evolução racional.

No ambiente de trabalho alguém pode escolher insultá-lo, mas você tem a possibilidade de escolher entre a reação e a indiferença. O que muda é a percepção das conseqüências. A reação acirra os ânimos contrários e o resultado tende a ser catastrófico. A indiferença enfraquece o oponente sem a necessidade de violência, mas é preciso ser mais forte do que ele para evitar o confronto.

De acordo com Deepak Chopra, escritor indiano radicado nos Estados Unidos, “tanto eu quanto você somos escolhedores infinitos. Em nossa vida, a todo momento, entramos no campo de todas as possibilidades, onde temos acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas delas são feitas conscientemente, outras não”. Portanto, a melhor maneira de acertar as escolhas é manter o espírito aberto e consciente em relação ao que se deseja obter no futuro.

Todos os dias, logo pela manhã, você tem acesso a uma infinidade de escolhas: tomar café desesperadamente ou comer o necessário para manter o corpo em sintonia com a vida; despedir-se da esposa e dos filhos com um beijo ou sair de fininho; cumprimentar os colegas de trabalho com um sorriso ou desejar que se danem; ser produtivo ou cumprir mais um dia de martírio; irritar-se no trânsito ou agradecer pela felicidade de possuir um carro para se locomover.

Quer você queira ou não, quer você goste ou não, tudo o que está acontecendo nesse exato momento é resultado das suas escolhas. E um ditado tão antigo continua extremamente atual: você colhe aquilo que planta, portanto, se você deseja felicidade deve semear felicidade; se deseja viver num bom ambiente de trabalho, deve, no mínimo, sorrir; se deseja um futuro brilhante, deve levantar o traseiro do sofá, livrar-se do controle remoto e traçar um plano definitivo de ação em direção ao futuro.

Relembrando o que foi dito no início do texto, todos os dias você tem o privilégio de acordar e fazer escolhas que determinam a satisfação e a plenitude do momento seguinte, diferente de milhares de pessoas que acordam cedo e preferem optar pelo sofrimento e de outros milhares que não sabem se vão comer durante o dia, quando vão conseguir emprego e onde acomodar o esqueleto no próximo inverno.

Segundo Chopra, “quanto mais escolhas conscientes você fizer no nível de percepção consciente, mais corretas e espontâneas serão as escolhas, tanto para si quanto para os outros estão ao seu redor”. Portanto, quando fizer escolhas, pense um pouco mais com o coração, não se deixe iludir pela mente. O coração é holístico, tem ligação direta com Deus e ainda que você não acredite em Deus, precisa de alguém que acredite em você.

Há muito tempo eu tomei a feliz iniciativa de rezar e agradecer por tudo a caminho do trabalho. E todos os dias, durante o trajeto, eu repito em voz alta: “Jerônimo, você é um carta de sorte, conseguiu estudar, arranjar uma esposa legal, fazer dois filhos, publicar seis livros e ainda te pagam para fazer o que você gosta: transmitir conhecimento e gerar prosperidade para milhares de pessoas. Vai ter sorte assim lá no céu”.

Toda vez que você fizer uma escolha pense sempre nas conseqüências que a escolha vai proporcionar. Não faça como John Lennon que teve a infelicidade de dizer que “a vida é aquilo que acontece enquanto você faz planos”. Nem todos têm chance de cair nas graças da mídia e a despeito de todas as suas esquisitices ainda se dar bem. Escolher e planejar são fundamentais para o alcance dos objetivos em qualquer fase da vida, é apenas uma questão de opção.

Pense nisso e seja feliz!

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