Em busca do oceano azul

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Em menos de duas semanas eu tomei conhecimento da demissão de seis amigos e conhecidos. Eu já devia estar acostumado com o fato, entretanto, cada vez que recebo uma notícia dessas fico imaginando que tipo de profissional as empresas realmente desejam em seus quadros de trabalho. Considerando que todos apresentam excelente currículo, resultados comprovados e sólida experiência, o que levou as empresas a demiti-los torna-se subjetivo.

Você deve estar pensando que o maior número de cursos ou diplomas é ideal para destacar-se no mercado e não ser incomodado. Porém, você concluiu a faculdade e agora estão exigindo MBA. Você concluiu o MBA e agora você precisa de um mestrado. Quando terminar o mestrado, é importante que você inicie o curso de mandarim, afinal, a empresa mantém excelente relacionamento comercial com a China. Depois do sacrifício realizado, distanciamento da família e muito desgaste emocional, talvez você ainda seja demitido porque atingiu um nível salarial muito alto e a empresa não mais poderá bancá-lo. É muito contraditório.

Você é um profissional do tipo pé-de-boi ou puxassaco? Submisso ou confrontador? Soldado ou general? Especialista ou generalista? Você já observou que as empresas, de maneira geral, estão sempre buscando profissionais diferentes daqueles disponíveis em seus quadros? Por que razão os mais desejados trabalham para a concorrência? Parece que quanto mais você se dedica, mas vulnerável você fica, portanto, trabalhar bastante não é suficiente.

A atual dinâmica do mercado de trabalho tornou a concorrência muito mais acirrada do que há dez ou vinte anos atrás. Embora o peso do seu networking seja relevante na contratação, o fato é que a legião de candidatos em busca de novas oportunidades não para de crescer. A ansiedade das empresas para encontrar os mais capacitados cresce na mesma proporção em que o mercado se anima.

Não são apenas os desempregados que contam. Tem gente querendo trocar de emprego em todos os lugares e instantes. A fila de descontentes com o que fazem e com o que ganham cresce em progressão geométrica. Quem está dentro quer sair, quem está fora quer entrar. A máxima do mercado continua em voga: há sempre um desesperado pronto para fazer o dobro do que você faz pela metade do que você ganha.

O fato é que, para sobreviver nesse mercado extremamente competitivo, você precisa tornar a concorrência irrelevante, a ponto de não se deixar abater nem ser atropelado por ela. Fazer algo parecido com a Estratégia do Oceano Azul pode ajudá-lo a mudar de direção e transformar sua expertise em grande vantagem competitiva no mercado.

O Modelo das 4 Ações – identificado pelos pesquisadores W. Cham Kim e Renée Mauborgne – é parte integrante da Estratégia do Oceano Azul e foi concebido reposicionar empresas no mercado, a ponto de tornar a concorrência irrelevante. Com base nesse modelo, tomei a liberdade criar uma matriz relacionada com a vida pessoal e profissional para ajudar as pessoas, incluindo eu e você, a repensar a carreira com frequência, a fim de podermos nos distanciar da multidão.

oceano

Se você não conhece a Estratégia do Oceano Azul, vale a pena dar uma conferida. Apesar de contestada por alguns estudiosos, não há como contestar o fato de que as empresas mencionadas no livro são exemplos únicos de como não ser apenas mais um no oceano vermelho onde a maioria se encontra. Para isso, você precisa entender que se quiser ser tudo para todos acabará não sendo nada. Abrir mão de coisas que não agregam valor é o segredo para o crescimento.

De acordo com o modelo adotado pelos autores, existem coisas, hábitos, padrões, comportamentos e atitudes que você deve eliminar, reduzir, elevar ou criar para se posicionar e se destacar no mercado. Se isto funciona bem para as empresas, deve funcionar também para a nossa vida pessoal e profissional. Analise as perguntas-chave e comece a pensar nas respostas:

1. O que você deve eliminar?

A premissa de que se pode fazer tudo a qualquer tempo. Quanto mais especialista você se torna, mais referência você cria. Concentre-se no que você é realmente bom e fortaleça ainda mais as habilidades e conhecimentos que poderão torná-lo visível na multidão.

2. O que você deve reduzir?

A ansiedade gerada pela necessidade de pensar que os outros são ou estão melhores do que você. Bobagem! Todo mundo tem problemas. O que muda é a forma como cada pessoa enfrenta os problemas e, além do mais, para tudo na vida existe uma ou mais saídas.

3. O que você deve elevar?

O seu padrão de pensamento. Se você se concentrar em aprender coisas novas diariamente em vez de ficar apenas plantado em frente à televisão, isso vai ajudá-lo a romper o padrão de idéias e crenças negativas. Mude a fonte do seu conhecimento, mude seu vocabulário, mude suas crenças, mude sua vida.

4. O que você deve criar?

Uma couraça indestrutível. Ser remunerado com base nos próprios resultados ou criar o próprio grau de sucesso financeiro é a única forma de tornar a concorrência irrelevante. Seja você o responsável pelos próprios resultados sem depender de terceiros. Para isso, você precisa descobrir o que realmente o impulsiona para frente.

Acima estão alguns exemplos de padrões que podem rompidos e hábitos que podem ser transformados. Agora, pegue uma folha, divida em 4 partes iguais, escreva uma questão em cada parte e comece a escrever. Nenhuma empresa pode torná-lo mais seguro do que você já é. Contudo, revezes fazem parte do caminho em direção ao oceano azul. A demissão é apenas um degrau a mais a ser pisado.

Pense nisso e seja feliz!

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