Em busca da oportunidade

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De acordo com o Relatório do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), o Brasil continua entre as nações com o maior número de empreendedores, portanto, onde mais se criam negócios. Paulo Okamoto, Diretor-Presidente do SEBRAE, afirma no relatório que, em nove anos de pesquisa sobre o tema, muita coisa mudou no perfil e na postura empreendedora dos brasileiros.

Empreendedores e empresários de negócios de pequeno e médio porte já entenderam que, para iniciar e gerenciar um empreendimento com sustentabilidade, o melhor caminho é sempre o do conhecimento. Quanto maior o volume de informações do empreendedor, maior o nível de competitividade da empresa.

Durante os seis primeiros anos da pesquisa, iniciada pelo GEM em 1999, a relação de empreendedores por oportunidade e empreendedores por necessidade sempre esteve próxima de 50/50, ou seja, para cada negócio iniciado por necessidade surgia outro por oportunidade. Diferente dos anos anteriores, um ponto relevante da pesquisa, por exemplo, é a melhoria observada no nível de empreendedorismo por oportunidade. Em 2008, para cada negócio gerado por necessidade, foram registrados dois negócios por oportunidade, um dado extremamente promissor considerando o período da crise mundial que também afetou, em menor proporção, a economia brasileira.

Embora o principal alvo do SEBRAE continue sendo o empreendedorismo por oportunidade, em razão da opção escolhida e do próprio perfil do empreendedor que se apresenta mais seguro e determinado para realizar um negócio, os empreendedores por necessidade ainda precisam de apoio e, principalmente, de capacitação, portanto, não podem ser esquecidos.

oportunidade

Outro ponto importante da pesquisa foi o aumento da atividade empreendedora na faixa etária de 18 a 24 anos, que foi de 25%, superada apenas pelo Irã (29%) e pela Jamaica (28%), o que representa uma geração de jovens empreendedores que vislumbram um futuro mais promissor como patrão do que como empregado. Essa é a faixa etária onde o empreendedor tem mais condições de arriscar e levantar com facilidade.

O Brasil ocupa o 13º lugar no ranking do empreendedorismo mundial, com uma população empreendedora estimada em 14,6 milhões. Em números absolutos, ficamos apenas atrás da Índia, com 76 milhões, e dos Estados Unidos, com 20 milhões. Em números relativos, ocupamos a 3ª posição entre os países do Grupo do G-20 que participaram da pesquisa, com uma taxa empreendedora (TEA) de 12,02%, ou seja, de cada 100 brasileiros em idade economicamente ativa, 12 realizam alguma atividade empreendedora, seja por oportunidade ou por necessidade.

Penso que o dado mais animador da Pesquisa GEM é o registro do aumento do número de empreendedores por oportunidade. Quase 10 milhões de brasileiros (66,8% do total registrado na pesquisa) empreendem por conta própria e risco, sinal de maturidade e de fortalecimento das iniciativas empreendedoras.

Por fim, não existe a menor dúvida de que empreender por conta própria é uma atividade arriscada e, por essa razão, a maioria prefere a lógica da pseudo-segurança dos empregos. Entretanto, a busca da oportunidade para empreender deve ser um exercício constante, fruto da ousadia, do planejamento e do trabalho bem elaborado, onde a sorte favorece os que são persistentes e determinados a vencer todos os obstáculos.

Pense nisso e empreenda!

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