De empreendedor para empreendedor

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Todo homem é um empreendedor de si mesmo.” Essas palavras, proferidas por Oriovisto Guimarães, fundador e atual Diretor-Presidente do Grupo Positivo, ficaram impregnadas na minha memória. De tão simples, representam uma verdade incontestável no mundo dos negócios e na vida pessoal.

De fato, somos todos empreendedores, embora não nasçamos com essa característica. Podemos adquiri-la de maneira lenta e gradual na medida em que o instinto de sobrevivência nos obriga a sair da zona de conforto para conseguir três boas refeições diárias, um bom pedaço de chão e, se tudo correr bem, uma vida relativamente confortável a partir de determinada fase da nossa existência.

O ontem é história, o amanhã é um mistério, o hoje é uma dádiva; por isso, é chamado de presente, diz o ditado. Pergunte a si mesmo por que “muitas pessoas passam a vida inteira pescando, sem saber que não é peixe aquilo que procuram”. Assim acontece com milhares de empreendedores que se lançam todos os dias no complexo mundo dos negócios sem a mínima vocação para empreender e, por alguma razão, prosperam.

“Somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito”, afirmou Aristóteles, há quase três mil anos. Isso justifica a prosperidade de muitos empreendedores que, a despeito de todas as dificuldades encontradas pelo caminho, continuaram firmes no propósito de criar algo de valor para a sociedade.

Investi três anos da minha vida na construção desta obra, entre o tempo do mestrado, as entrevistas realizadas com empreendedores citados no livro e muitas horas de pesquisas bibliográficas em livros e revistas especializadas, para construir um raciocínio bem definido sobre o assunto, sem a mínima garantia do retorno financeiro, porém com a convicção absoluta de ter criado a minha “obra-prima” para beneficiar milhares de empreendedores.

A participação no Projeto Bom Negócio, da Prefeitura Municipal de Curitiba, foi determinante para impulsionar o antigo desejo de escrever um livro de empreendedorismo diferente de todos os que eu já havia lido, onde fosse possível associar a natureza do ser humano e a do ser empreendedor. Conviver com a dura realidade dos pequenos empreendedores locais era o ingrediente que faltava para aguçar a minha frágil percepção sobre o espírito empreendedor que existe dentro de cada um de nós.

Manual do Empreendedor

Uma vida relativamente confortável não é realidade da maioria dos empreen­dedores que conheci, tampouco na maioria dos países onde o fenômeno do empreendedorismo existe, razão pela qual identifiquei os motivos que separam os que prosperam daqueles que desistem diante do primeiro obstáculo. As razões que separam os que fazem dos que não fazem são muito claras.

“Circunstâncias, o que são circunstâncias? Eu crio as circunstâncias”, comentou Napoleão durante a leitura de O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. Helen Keller não se permitiu viver a vida simplesmente surda e cega. Ela exigiu mais de si e se tornou escritora, conferencista e ativista de renome internacional. “Jamais poderíamos ser corajosos e pacientes, se houvesse apenas alegria no mundo”, disse em certa ocasião. Gonçalo Borges também não permitiu que a deficiência nos braços lhe destruísse a autoestima e, literalmente, trocou as mãos pelos pés e pela boca, tornando-se um exímio pintor além das fronteiras do Brasil.

Da mesma forma, Nelson Mandela não se tornou um marginal rebelde depois de 28 anos na prisão pela oposição ao regime do Apartheid. Ao contrário, fez diferente dos demais companheiros de cela e aproveitou o tempo para reconstruir a base do pensamento que o levaria a conquistar a presidência da África do Sul. Walt Disney teve o seu projeto para construir a Disneylândia negado mais de 300 vezes e nem por isso deixou de acreditar no empreendimento da sua vida e na missão de “fazer as pessoas mais felizes”.

No mundo das instituições, as organizações comerciais são novatas, pois existem há apenas 500 anos, um mero lampejo no curso da civilização humana, como lembra o holandês Arie de Geus, considerado por Peter Senge (A Quinta Disciplina), o “pai da organização que aprende”. Como se poderá observar durante a leitura do livro, quase todas as organizações sobrevivem apenas aos primeiros estágios da evolução e somente uma pequena parte consegue desenvolver e explorar por completo suas potencialidades a fim de se perpetuar.

Por que tantas empresas morrem todos os dias? Depois de ler e reler dezenas de histórias de empresas e empreendedores, pode-se concluir que muitas se baseiam exclusivamente em políticas e práticas de gestão que levam em conta somente o pensamento e a linguagem econômica. Outras morrem jovens porque os empreendedores, e os executivos por eles contratados, se orientam basicamente pelos números de produção, vendas e distribuição sem considerar o fato de que as empresas se assemelham a uma comunidade de seres humanos que fazem negó­cios para permanecerem vivas.

Qual o segredo das empresas longevas? O que existe de tão especial nas empresas centenárias ou quase quadricentenárias, como é o caso da KONGO GUMI, fundada no ano 578 da Era Cristã e ainda em plena atividade na cidade de Osaka, no Japão? Por que empresas como Hermes Macedo, Arthur Andersen e Indústrias Matarazzo desaparecem do dia para a noite depois de muitos anos de atividades?

Esta obra elucida uma parte dos mistérios que envolvem o complexo mundo dos empreendedores e vai além. Ela trata do ser humano indissociável, no campo pessoal e no profissional. O sucesso de um depende do sucesso do outro. Empreendedores legítimos compreendem essa verdade muito antes dos seus concorrentes e, por isso, criam um referencial difícil de ser superado. Em princípio, é a sua vantagem competitiva.

Semelhante a milhares de pessoas que lutam para prosperar no mundo dos negócios, também me considero um empreendedor de mim mesmo; portanto, pertenço à classe dos sonhadores que acreditam na importância do sonho, mas não se descuidam do planejamento, dos objetivos, das metas, do trabalho sistemático e organizado para a transformação do sonho em realidade.

Empreendedorismo é uma arte que pode ser aprendida, praticada e disseminada. Entretanto, requer disciplina, compartilhamento de informações, sede de aprendizado e uma capacidade inequívoca de absorver o conhecimento alheio, o melhor atalho para encurtar a prosperidade no mundo dos negócios e transformar simples ideias em empreendimentos de sucesso.

Existem três classes distintas de pessoas dentro das organizações: os sonhadores (fundadores); os que participam do sonho (colaboradores diretos que tendem a crescer junto com os fundadores); os burocratas (participam da empresa, mas não participam do sonho). Todas as classes são importantes para o desenvolvimento das empresas, porém a primeira exerce um papel determinante. Este livro foi escrito prioritariamente para a classe dos sonhadores.

Por fim, antes de iniciar um negócio por conta própria, recomendo a leitura deste livro. Se o negócio já foi iniciado, mas não está indo bem, você deve ler este livro. Se o negócio está indo bem, mas você não está bem consigo mesmo, a leitura deste livro é obrigatória. Se você conhece um amigo cujo negócio vai de mal a pior, dê este livro de presente a ele. Se você ainda não encontrou a vocação ou não sabe como encontrá-la, a resposta está neste livro. A leitura deste livro vai transformar sua ideia num empreendimento de sucesso.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

Conheça o Manual do Empreendedor – Como construir um empreendimento de sucesso – SEGUNDA EDIÇÃO

Editora Atlas

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