Como conquistar a sua própria felicidade

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Alguns livros e personalidades aparecem na vida da gente quando menos esperamos, mas se dependesse de mim, estariam presentes desde o momento em que tivéssemos a mínima noção da complexidade que existe no trato com as emoções e, por consequência, com as pessoas.

O livro Como conquistar sua própria felicidade, de Albert Ellis, um dos mais influentes psicólogos norte-americanos do nosso tempo, é uma dessas jóias preciosas que caem afortunadamente na mão da gente e mudam por completo a nossa forma de pensar e agir.

Ellis foi o criador da Terapia do Comportamento Emotivo Racional (TCER) que, em vez de centrar-se no inconsciente, passou a focalizar o comportamento e as atitudes de seus pacientes. Suas técnicas deram tão certo que o autor viveu 94 anos e escreveu mais de 50 livros sobre o assunto, além de ter transformado a vida de centenas de pacientes e influenciado a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo.

Existem duas coisas importantíssimas com as quais a minha geração não foi ensinada para lidar: gente e dinheiro. Com relação a pessoas, os homens, por exemplo, foram criados para lutar até o fim e vencer. Se, por algum descuido, a gente apanhasse na rua, era fato que apanharíamos em casa também. E sem dar um pio, como dizia meu pai. Esse simples fato é mais do que suficiente para acirrar a competição entre nós.

As mulheres, por sua vez, foram criadas desde pequenas para valorizar o relacionamento tendo que abrir mão, muitas vezes, da própria felicidade para não ter que abrir mão do relacionamento conjugal ou familiar. Lamentavelmente, isso representou a infelicidade de muitas mulheres.

Com relação ao dinheiro, não muda muito. Crescemos com a ideia fixa de que “é mais fácil o camelo passar pelo fundo de uma agulha do que o rico entrar na porta do céu” e, acredite ou não, isso faz uma enorme diferença quando na maneira como você incorpora a consciência do dinheiro. Demora uma eternidade para descobrir o quanto somos ricos.

Apesar de tudo, como afirma Albert Ellis centenas de vezes ao longo do livro, tenha em mente o seguinte: é você, mais ninguém, quem cria a maior parte das suas aflições é você, mais ninguém, quem cria a sua própria felicidade. Cada meta ou objetivo é uma oportunidade para o crescimento ou para a sabotagem. Depende muito das suas crenças, ou seja, mais de você do que dos outros.

felicidade

O fato é que para reverter uma enxurrada de pensamentos negativos, comportamentos derrotistas e sentimentos sabotadores acumulados durante boa parte da vida é necessário migrar da simples vontade para a força de vontade, portanto, não minta para si mesmo. Se você continuar estabelecendo metas e objetivos todos os anos, mas não mudar a sua forma de pensar e agir, dificilmente sairá do lugar. É necessário romper o padrão de pensamento.

De acordo com Ellis, isso significa que, se você utilizar o bom senso e se reeducar para pensar, sentir e agir contra sua tendência de criar suplícios para si mesmo (e para os outros), e se continuar praticando uma filosofia de vida mais rica e desafiadora, raras vezes você será afetado por alguma coisa.

Como você deve utilizar a TCER para se tornar uma pessoa mais feliz e menos amargurada pelo resto da vida? Você deve ler o livro muitas e muitas vezes, reduzir suas expectativas e mudar o seu comportamento para se tornar uma pessoa menos “afetável” e menos “influenciável” pelo resto da vida.

Infelizmente, não dá para resumir o livro em apenas um artigo, portanto, vou explorar alguns aspectos importantes da técnica criada por Ellis, torcendo para que você se interesse ainda mais pelo tema a fim de conquistar a sua própria felicidade. Leia com atenção e pratique, pratique, pratique. Não é tão simples mudar uma história, mas é altamente promissor.

Você pode escolher suas emoções e comportamentos: quando sua meta é barrada por adversidades, você pode optar por sentimentos saudáveis ou doentios, entretanto, se antes você conseguir avaliar as possíveis consequências da sua decisão, a perspectiva muda. Quais serão os prós e os contras da sua atitude em relação ao fato?

Você só consegue mudar se acreditar que consegue: se você partir do pressuposto de que você está certo, esqueça os livros, esqueça os conselhos, esqueça este artigo. É necessário migrar da vontade para a força de vontade, lembra? Já que é você mesmo quem se tortura, você pode parar definitivamente de se torturar, não pode?

•Utilize o poder da força de vontade: se você se comportar de forma derrotista, algo que acontece com frequência uma vez que você é humano, é possível perceber o que está pensando, sentindo e o que o faz aborrecer-se sem necessidade. Somente a força de vontade poderá reverter o processo.

Torne-se mais racional: quando menos afetável ou influenciável você se tornar, mais racional você será, portanto, entenda o seguinte: para tudo na vida existe uma ou mais saídas; não leve as coisas tão a sério, afinal, tudo o que é ruim tende a desaparecer; tome cuidado com as suas exigências absolutas; não espere muito das pessoas; aceite a si mesmo e aos outros incondicionalmente e priorize o que há de bom em você mesmo e nos outros.

O ser humano é incurável: segundo Ellis, a condição humana não tem cura; somos falíveis, passíveis de erros e sujeitos a pensamentos e atitudes derrotistas, portanto, não renegue a sua própria natureza; apenas um terço dos eventos depende de você; outro terço depende de quem o aborrece e outro terço das circunstâncias em geral.

Assim, sendo, tornar-se uma pessoa menos afetável ou menos influenciável, como propõe a TCER, não vai livrá-los das esquisitices alheias. Você poderá atingir o nível mínimo de aborrecimento e se reeducar para ter pensamentos, sentimentos e atitudes saudáveis, mas não cem por cento. Você é humano!!!

Por fim, abandone a utopia e o perfeccionismo, caso contrário morrerá frustrado. Como diz o próprio autor, você nunca será totalmente racional, são e ao mesmo tempo sensato. Tente o seu melhor em vez de o melhor, experimente, veja o que funciona para você e não o que funciona para os outros.

Pense nisso, ame a si mesmo e seja bem mais feliz!

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