Aposentadoria feliz

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Diz o ditado que se conselho fosse bom não se dava, vendia, porém o que me deixa feliz no aconselhamento é que o bom conselho sempre serve para alguém que precisa dele justamente naquele momento. Além do mais, há uma enorme diferença entre conselho e palpite, portanto, encare isso como um bom conselho e lembre-se de que o tempo caminha bem mais rápido do que a sua capacidade de recuperação e isso pode ser fatal para a sua vida e para a sua carreira.

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Se você perguntar para as pessoas o que elas mais almejam na vida, a maioria dirá que é se aposentar bem mediante um bom salário e um bom plano de saúde capaz de suportar os desafios da melhor idade (???). Naturalmente, uma casa na praia ou no campo não seria nada mal.

Entretanto, se você perguntar o que elas estão fazendo para se aposentar bem, certamente há de se surpreender pelo fato de que a maioria vive sem a mínima preocupação com o futuro. É provável que ainda escute aquele sonoro e famigerado jargão “O futuro a Deus pertence”, como se Deus fosse responsável pela nossa ausência de responsabilidade.

Muito bem! Ainda que eu não tenha a mínima pretensão de me aposentar nos próximos 60 anos, isso não significa que eu não deva olhar para o futuro sob uma perspectiva otimista e ao mesmo tempo preocupante, considerando que a sociedade nos exclui ou seleciona, de alguma forma, de acordo com alguns modelos mentais previamente estabelecidos.

Um deles é o fato de que a idade limita a sua capacidade de realização das pessoas, o que não é uma verdade absoluta, principalmente quando você se dedica a algo que lhe proporciona prazer e sentido de realização. Contudo, quando olhamos ao redor, notamos que são poucas as pessoas que conseguem oportunidades no mercado de trabalho quando estão acima dos 60 ou 70 anos. E quanto mais o tempo passa, maior a discriminação.

De fato, se você almeja uma aposentadoria feliz, a melhor maneira de consegui-la é preparar-se para ela. O fato de você trabalhar durante 30 ou 40 anos não garante uma velhice saudável, muito menos uma condição financeira capaz de lhe proporcionar mais alegrias do que tristezas. Uma aposentadoria feliz requer disciplina e sacrifícios que poucos estão dispostos a fazer.

O Homem Mais Rico da Babilônia – de George S. Clason – é um dos livros mais simples e mais esclarecedores que já li. Você lê o óbvio e por ser tão óbvio, as parábolas do livro incomodam. Deveria ser adotado no primeiro ano do ensino fundamental e é por um dos princípios ensinados pelo sábio Arkad que tomei a liberdade de dividir alguns conselhos para que você desfrute de uma aposentadoria mais digna e condizente com a realidade futura.

  • Há um provérbio iídiche que diz o seguinte: com dinheiro no bolso você é bonito, inteligente e sabe até cantar; portanto, gaste menos do que você ganha e poupe mais do que imagina que pode, a menos que você queira se preparar psicologicamente para depender do governo e dos seus filhos;
  • Uma pessoa bem-sucedida reconhece sua responsabilidade em termos de automotivação, pois somente ela tem a chave da sua própria ignição, segundo Kemmons Wilson, empresário do ramo hoteleiro. Uma aposentadoria feliz não depende do governo nem dos seus filhos nem do seu patrão, portanto, não transfira a responsabilidade para quem quer que seja. Ela é sua, exclusivamente sua, de mais ninguém;
  • A vida é uma grande escada corporativa. Depressão é quando você chega ao final e descobre que a escada está encostada na parede errada, segundo Joseph S. Campbell, autor de O Poder do Mito. Assim, quanto mais cedo você se encontrar profissionalmente, menor o seu nível de depressão e maior o seu nível de satisfação;
  • De acordo com David Oman McKay, religioso norte-americano, nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar; portanto, quanto maior a sua base familiar, menor a chance de você ser descartado por quem você mais vai precisar no futuro;
  • Defenda uma causa que valha a pena e garanto que você nunca vai se aposentar, afinal, o mundo precisa cada vez mais de solidariedade e cada vez menos de individualismo;
  • Segundo Henry Ford, se o dinheiro for a sua única esperança de vida, você jamais a terá; a única segurança consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência; portanto, não confunda sua carreira com a vida. A carreira pode terminar com a sua vida, mas a vida não acaba com o fim da carreira;
  • Abraham Maslow, psicólogo, afirmava que o homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescentou algo, mas o homem comum do qual nada se tirou. Em síntese, quanto mais você for você mesmo, melhor a sua criatividade e você nem imagina o quanto vai precisar dela depois de aposentado;
  • Por fim, lembre-se de Leonardo Da Vinci: aprender é a única coisa que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende; portanto, nunca será tarde para iniciar uma nova carreira, um novo curso, uma nova profissão. O conhecimento não acaba com a sua aposentadoria, aliás, ao contrário, será quando mais você precisará dele.

Experimente isso e seja feliz!

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