Adeus, zona de conforto!

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Não existe nada mais degradante do que ser escravo da zona de conforto proporcionada por um trabalho que não faz o ser humano evoluir.

Uma boa parte das pessoas que conheço tem um desejo profundo, por vezes secreto, de empreender, trabalhar por conta própria, ser dona do próprio nariz. A maioria sonha em ganhar milhões de reais, criar algo de valor, tornar-se independente financeiramente.

Empreender é uma virtude que não dá em árvores. Qualquer ideia precisa ser cultivada, regada e admirada com paciência para ser colhida no tempo certo e é justamente esse tempo que a maioria não consegue administrar.

O mundo moderno é imediatista, tudo é para ontem, o maior lucro possível hoje, no dia seguinte, no mês seguinte e, por conta disso, o processo de maturação da ideia acaba se perdendo, pois as regras básicas da administração são atropeladas.

Muitas pessoas querem empreender, mas falta-lhes coragem para quebrar o modelo mental adotado desde o dia em que decidiram trabalhar como empregados, o que torna ainda mais difícil a ruptura. Não foi diferente comigo, é um processo longo e doloroso.

É preciso ter coragem para deixar as benesses do vínculo empregatício: salário fixo, plano de saúde, décimo terceiro, vale-refeição, carros, bônus etc. O feitiço das organizações é imenso e a maioria não sabe como lidar com isso. A zona de conforto não é uma opção, mas tende a ser inevitável.

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O lado bom de tudo isso é que são poucas as pessoas que desistem de sonho depois de mergulhar de corpo e alma para torná-lo realidade. Da mesma forma que o emprego fixo vicia, trabalhar por conta própria também vicia e acaba se tornando um desafio, do qual não queremos abrir mão, seja por orgulho ou pela própria vontade de prosperar.

Seja qual for o seu negócio, ele vai exigir uma estratégia de concepção, amadurecimento e consolidação em determinado período de tempo. Lembre-se: o tempo não dá saltos, então, é necessário paciência para cumprir cada etapa da melhor maneira possível.

A fase da CONCEPÇÃO está dividida em duas etapas: 1) Objetivo claro: em que negócio (segmento) você está, o que você realmente vende (produto), qual é o seu público-alvo? 2) Obstáculos a serem superados: capital de investimento e capital de giro, local, equipe, tudo isso suportado por um bom plano de negócio.

A fase do AMADURECIMENTO (maturação) está dividida em três etapas: 1) Desastre: pouco menos da metade dos negócios prospera após o primeiro ano, portanto, se você estiver do lado mais feliz, não olhe para trás. 2) Reflexão: como você chegou até aqui, quais são os pontos fortes e fracos, o que ainda falta para melhorar. 3) Dilema: não consigo evoluir, o negócio estagnou, não era isso que eu imaginava, eu coloquei muito dinheiro no negócio. 4) Decisão: persistir ou desistir? Vale a pena continuar investindo dinheiro em algo que não tem futuro?

A fase de CONSOLIDAÇÃO é mais simples. Se você conseguiu resistiu a todas as tentações e superar todos os obstáculos, é hora de pensar no crescimento e na maneira de tornar uma referência no mercado para nunca mais perder a posição que você conquistou.

O mercado é cruel, quando você pensa que está bem, o concorrente copia descaradamente e aperfeiçoa o que você levou anos para consolidar, mas isso faz parte do seu processo de amadurecimento e da sua liberdade. Não existe nada mais degradante do que ser escravo da zona de conforto proporcionada por um trabalho que não faz o ser humano evoluir.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

Leia também: A atitude muda tudo: http://goo.gl/4L6xxU

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